Acusado de chacina em São Miguel do Tapuio vai a Júri Popular imprimir publicado em: 26 / 06 / 2018

ChieAcontece hoje em São Miguel do Tapuio, a 271 Km de Teresina, o julgamento pelo Tribunal do Júri, de Clewilson Matias Vieira, o Chiê. Ele é réu por ter matado cinco pessoas durante uma chacina ocorrida em 30 de outubro de 2014 naquela cidade e permaneceu preso desde então durante a instrução do processo. O julgamento é presidido pelo juiz Leonardo Brasileiro, titular da Comarca de Castelo, mas que está acumulando São Miguel. A defesa está por conta de Afonso Lima e a acuação é feita pelo promotor Ricardo Trigueiro.

De acordo com populares, a cidade encontra-se sob forte esquema de segurança desde as primeiras horas da manhã. Pelo menos 26 policiais militares isolam as ruas de acesso ao Fórum de São Miguel para garantir a segurança dos que participam do julgamento. Chiê chegou à cidade por volta das 8h30 em uma viatura do Sistema Penitenciário e adentrou o local da sessão por uma porta lateral, sob forte escolta.

“Eles querem garantir a integridade do réu porque se deixar ele livre, a população vai para cima. Foi um crime que causou muita comoção nos moradores de São Miguel e fica todo mundo revoltado”, pontua Francisco Alves, morador do município e que acompanha toda a movimentação para o julgamento.

Após a chegada de Chiê ao Fórum, os oficiais de Justiça deram início ao sorteio dos sete nomes que vão compor o Conselho de Sentença. Ao todo, foram convocados 25 pessoas para fazerem parte do Conselho que dará a condenação ou absolvição de Chiê pelos crimes cometidos.

Entenda

Clewilson Matias Vieira, 38 anos, é réu e apontado como autor da chacina ocorrida em São Miguel do Tapuio em 30 de outubro de 2014. No relatório da Polícia Civil, que embasou a denúncia oferecida pelo Ministério Público e recebida pela Justiça, consta que Chiê atirou e matou a própria esposa, Maria Moreira, e outras quatro pessoas: o estudante Sidney Tavares, o professor de informática Roberto Crisóstomo, o comerciante Cláudio Barros Oliveira e o líder comunitário Juvêncio dos Reis.

Em seu depoimento, o réu alegou que tinha desavenças com todas as vítimas e estaria revoltado com o fato de eles terem assinado um abaixo-assinado pedindo sua saída da cidade. Chiê responde diante do Conselho de Sentença por cinco homicídios e porte ilegal de arma de fogo. No ato de sua prisão, a polícia o encontrou com uma espingarda, uma pistola e uma submetralhadora.

O julgamento não tem hora para encerrar, mas serão ouvidas mais de dez testemunhas entre defesa e acusação, antes das alegações da defesa e da tomada de depoimento do réu.

portalodia.com

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