“Acusados de ‘caixa 2’ podem assumir cargos”, diz presidente do TRE imprimir publicado em: 04 / 10 / 2016

Joaquim Santana

Presidente do TRE, Desembargador Joaquim Santana, diz que uso de “Caixa 2” é difícil de ser identificado

Os candidatos acusados de não declararem os recursos financeiros recebidos para campanha eleitoral podem assumir os cargos aos quais concorreram nestas eleições. Isto porque o Ministério Público Eleitoral (MPE) não terá tempo hábil para investigar todas as denúncias antes da diplomação.

O presidente do TRE-PI, desembargador Joaquim Santana, admitiu a possibilidade dos acusados serem empossados. Segundo o desembargador, a irregularidade é difícil de ser identificada e comprovada, o que pode atrasar a condenação. “Nós sabemos que ela existe, mas ela precisa ser comprovada e ela é difícil de ser identificada. Mas se for, o Ministério Público vai tomar as devidas providências”, garantiu Joaquim Santana.

De acordo com o presidente, o processo de apuração das denúncias não deve ser finalizado antes da diplomação dos vereadores e prefeitos eleitos. “Tem que apurar todas as provas. Não creio que serão apuradas até a diplomação”, declarou.

O senador piauiense Ciro Nogueira, presidente do PP, afirmou no último domingo (2) que as eleições municipais no Piauí teve vários registros de caixa 2. “Houve muito caixa 2. Vocês vão ver pelas prestações de contas dos candidatos”, disse.

A possibilidade deste tipo de crime se intensificou após o anúncio das novas regras eleitorais, que não admite o financiamento de campanhas por meio de doações de empresas, reduzindo, dessa forma, os recursos e as despesas dos candidatos.

Eleição termina com mais de 1.500 denúncias por meio de aplicativo, diz Justiça Eleitoral

Após o fim das eleições o aplicativo da Justiça Eleitoral, o Pardal, contabilizou 1.567 denúncias de crimes eleitorais durante a campanha e a votação dos candidatos. A maioria delas de propaganda eleitoral irregular.

De acordo com o presidente do TRE-PI, 46% das denúncias foram de propaganda eleitoral irregular, ou seja, 716 acusações. Outras 10% das denúncias eram referentes à compra de voto e 8% de crimes eleitorais.

Durante a votação no domingo foram pelo menos 16 prisões efetuadas. Segundo Joaquim Santana, todas elas relacionadas à crimes eleitorais. “Foram duas prisões em Altos, quatro em Castelo do Piauí, quatro em Gilbués e seis em José de Freitas. Os principais crimes são transporte irregular de eleitores, compra de votos e boca de urna”, elencou o presidente.

O Piauí foi o segundo estado a receber a maior quantidade de homens da Força Armada, foram 2 mil soldados e 335 viaturas. Os soldados foram distribuí- dos em todos os municípios a fim de coibir e prevenir crimes eleitorais durante a votação.


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