Após ofuscarem Neymar, mulheres não querem pressão e comparação imprimir publicado em: 16 / 08 / 2016

selecao femininaA foto de um menino que teve o nome de Neymar riscado de seu camisa da seleção brasileira e substituído por Marta viralizou e foi assunto dos mais comentados nos últimos dias. Mais do que isso, representava com fidelidade o sentimento da torcida que se cansou momentaneamente da seleção masculina e elegeu o time feminino de futebol como novo xodó nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

A torcida ajudou e o time do técnico Vadão fez boa campanha, avançando para a disputa da semifinal – nesta terça-feira, contra a Suécia, às 13h, no Maracanã. As comparações com o time masculino, no entanto, cansaram. Bem como a pressão para que as meninas conquistem a medalha que insiste em não vir entre os homens.

Na última segunda (15), véspera do jogo decisivo, Vadão não escondeu o incômodo com o caso.  “A comparação com o masculino aconteceu porque eles não venceram dois jogos. Aquilo acabou gerando uma comparação que não gostamos”, desabafou.

O treinador ainda revelou o trabalho psicológico que vem sendo feito para que o time suporte a pressão prevista desde antes do início dos Jogos.

“Antes de virmos para o Rio, tivemos a última dinâmica com o psicólogo. A pergunta lançada foi essa: o que pode interferir em termos de pressão de fora e de dentro do grupo. Isso já foi discutido antes de começar a competição, estávamos cientes que cada passo que alcançasse a cobrança por ouro seria muito grande. A carga emocional é muito grande. As meninas sentem o cansaço, mas também a cabeça. A questão da Marta [pênalti perdido nas quartas de final que quase custou a classificação] também deixou todas muito sensibilizadas”.

Mesmo com toda tentativa de não se deixar envolver com holofotes e expectativas, a seleção sabe que isso é um desafio mais difícil que o ouro inédito.

“É muita coisa que mexe. Tem um Maracanã lotado. Isso motiva. Tomara que ajude. As coisas deram certo, a torcida embalou, está todo país contaminado. Esperamos que avance”, completou Vadão, que só compara suas meninas aos homens na hora de mandar seu recado e pedir condições iguais. “Com condições de trabalho iguais às dos homens, podemos dar alegria ao torcedor brasileiro”.

Dentro de campo a campanha já é igual na Olimpíada – com ambos os times nas semifinais. Nesta terça, porém, as meninas tentam se manter no centro das atenções da torcida e dar um passo à frente, conquistando a vaga na final e já garantindo uma medalha. Na quarta, é a vez da equipe de Rogério Micale.

uol.com


PDF pagePrint page

PARTICIPE

PUBLICIDADE

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

últimas