Após terceiro bloqueio do WhatsApp, Comando Vermelho vira consultor na área de telefonia móvel imprimir publicado em: 19 / 07 / 2016

Beira Mar

Fernandinho Beira-Mar orgulha-se de dirigir a única empresa no Brasil que não foi citada na Lava-Jato

“Os tempos estão mudando, e a nossa organização está à altura dos novos desafios.” Foi com essa frase que o executivo Fernandinho Beira-Mar, CEO da holding e think tank Comando Vermelho S.A, anunciou a estratégia de reengenharia que mudou o rumo comercial da empresa. “Era um momento de fazer um turnover, de contar com uma postura mais hands-on por parte dos funcionários”, explicou Beira-Mar. “E durante uma dinâmica de grupo, entendemos que sinergia rima com telefonia.”

Pelo novo desenho, o Comando Vermelho passa a dar consultoria no campo da telefonia móvel. “No fundo atendemos a um pedido antigo da Acel (a Associação Nacional das Operadoras Celulares)”, explicou Beira-Mar. “Eles entenderam a importância que a criminalidade tem na estratégia de frear o avanço do WhatsApp no Brasil.” Aos desavisados, o CEO explicou a lógica: “Enquanto houver bandidos usando o WhatsApp, haverá juízes bloqueando o aplicativo em todo território nacional. Nosso business plan com as operadoras passa então pelo uso desse nosso network de bandidos espalhados por todas as prisões do país.”

O anúncio coincidiu com a abertura dos papéis da empresa na Bolsa de Nova York, onde passará a ser chamada de Red Command Brazil-X. Beira-Mar anunciou que os planos futuros ainda incluem uma possível fusão com o Primeiro Comando da Capital. “E também estamos estudando a oferta de nos unir ao PMDB, embora a idoneidade deles tenha sido posta em cheque pelo nosso departamento de complience.”

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