Assassinos de Elson Feitosa são condenados a 25 anos de cadeia imprimir publicado em: 16 / 01 / 2017

Mizael, Madson e José Carlos

Mizael, Madson e José Carlos

A Justiça condenou os acusados de matar o jornalista e empresário Elson Feitosa, morto com requintes de crueldade no dia 02 de outubro de 2015, num crime que chocou a sociedade piauiense. O jornalista foi atingido por vários golpes de taco de beisebol, esganado e o corpo queimado no intuito de dificultar o reconhecimento. A sentença foi publicada no Diário da Justiça na última sexta-feira(13).

A juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Filho, da 3ª Vara Criminal de Teresina, condenou Madson Pereira Costa, José Carlos Pacheco Araújo, vulgo “J.P.”, e Mizael da Conceição Silva Barbosa, a 25 (vinte e cinco) anos, 07 (sete) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 257 dias-multa pelo crime de latrocínio e ocultação de cadáver. O regime inicial de cumprimento da pena é o fechado e foi estabelecido a Penitenciária Irmão Guido para o início do cumprimento.

Os condenados somente terão direito a progressão de regime a partir de 10 (dez) anos e 03 (três) meses de cumprimento da pena, período correspondente a 2/5 da pena fixada na sentença.

Entenda o caso

Elson

Elson Feitosa

Segundo o apurado no inquérito Policial, na noite de 02 de outubro de 2015, Madson, Mizael e J.P encontravam-se no povoado “São Vicente” e após o consumo de bebidas alcoólicas, combinaram de ir no dia seguinte a uma festa em Altos e acertaram que, como não tinham dinheiro, deveriam matar alguém, subtraindo dinheiro para a farra e um veículo para o deslocamento.

A vítima escolhida foi o jornalista Elson Feitosa, com o qual Madson mantinha um relacionamento. No dia anterior ao crime, os dois, inclusive, estiveram juntos em um motel.

Madson marcou um novo encontro com Elson, dessa vez em uma residência situada na Rua Major Sebastião Saraiva, no Bairro Piçarreira, de propriedade de um tio de Madson.

Os três acusados marcaram de se encontrar em frente a academia “Eugênio Fortes” na Avenida Presidente Kennedy, e de lá foram a residência, local do encontro, onde chegaram às 19h e passados poucos minutos chegou Elson, que foi recebido por Madson, que o convidou para entrar e a guardar o seu veículo.

Logo em seguida, Madson atrai Elson para a cozinha, onde estavam escondidos Mizael e J.P, nesse local foi brutalmente agredido pelos 03 acusados, com pancadas na cabeça, utilizando um taco de beisebol, cujas lesões ocasionaram a morte da vítima. 

Após matar Elson, os acusados embrulharam o cadáver num lençol, colocaram no porta-malas do carro da vítima e partiram em direção a localidade Aprazivel, em Jose de Freitas. No caminho compraram dois litros de gasolina. Na localidade atearam fogo no cadáver.

Na manhã seguinte, dia 03 de outubro de 2015, os três foram ao supermercado Carvalho, da Avenida Presidente Kennedy e, por volta das 08h54min tentaram comprar celulares. De lá foram ao Posto “Extra” e por volta das 09h50min colocaram R$ 25,00 de combustível e tentaram pagar com um cartão da vítima.

Nenhuma dessas operações foi autorizada, no entanto, ficou comprovado no inquérito policial que os acusados conseguiram pagar no Comercial Carvalho um suco no valor de R$ 2,20 utilizando um cartão da vítima.

Câmeras de segurança ajudaram a solucionar o crime

As imagens de câmeras de segurança ajudaram a solucionar o crime. O delegado Danúbio Dias da Silva, afirmou que, no dia seguinte, imagens da câmera de segurança de um supermercado da capital mostrou os três suspeitos realizando compras com o cartão da vítima. Eles tentaram efetuar compras de celulares e relógios no valor de R$ 4.000,00 e isso despertou a atenção da segurança daquele supermercado.

Para delegado o crime não foi latrocínio comum

Segundo o delegado Danúbio, o crime não foi um latrocínio comum. “Nós passamos a deduzir que a pessoa que praticou o crime era do ciclo de amizade da vítima porque tentou destruir o cadáver. Conversando com o pessoal do posto eles disseram que nesse dia como eles não conseguiram pagar, um ficou no posto enquanto os outros dois foram buscar dinheiro e cerca de 10 a 15 minutos depois eles retornaram, a partir daí nós deduzimos que a residência deles era ali próximo no bairro Piçarreira. Outro fato que nos chamou atenção foi que o local de tentativa de destruição do cadáver é um local de difícil acesso, não tem sentido uma pessoa que não conhece aquele local levar o corpo até ali e retornar com segurança e isso indicava que o autor conhecia a região ou morava nas proximidades”, destacou.

Após as investigações, o delegado começou a ouvir pessoas próximas ao jornalista. “Uma delas disse que no dia do crime por volta das 18h se encontrou com a vítima na cidade de Timon, naquela oportunidade a vítima convidou a testemunha para sair com um amigo em comum deles que não se viam a muito tempo e disse para testemunha que o conhecia de um bar na Piçarreira. Eu perguntei a testemunha se ele lembrava o nome desse rapaz, ele disse que se chamava Mádson. Depois eu perguntei se tinham alguma foto, ele disse que a vítima tinha mandado uma foto desse rapaz para ele, mas que tinha apagado, só que nós conseguimos recuperar a imagem e foi onde encaixamos o caso”, falou.


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