Carta de ‘compromisso’ de Dr. Pessoa a Amadeu é um desrespeito imprimir publicado em: 30 / 04 / 2016

Está circulando nas redes sociais a seguinte carta, entregue pelo deputado estadual Dr. Pessoa (PSD) ao jornalista Amadeu Campos (PTB). Leia (com atenção), que comentarei em seguida:

carta

O gesto de Pessoa, que já tem aquela imagem caricata de ‘político que faz a gente sorrir’, e Amadeu, que tenta a política pela primeira vez em sua longa história como carismático comunicador, não foi dos melhores.

Em primeiro lugar, combinar um com o outro cargo de secretário antes mesmo do pleito é algo que não se vê mais (pelo menos não tão abertamente) nem em eleição para grêmio estudantil ou para síndico de condomínio, por exemplo.

“Se você for eleito prefeito eu serei o secretário de Saúde e se você for eleito você irá escolher a secretaria que desejar”. Eu, como dezenas de leitores, teresinenses ou não, gostaríamos que isso não tivesse sido escrito.

Barganha, em política, no Piauí e no mundo inteiro a gente sabe que tem. Mas tão explícita e excessiva assim -formalizada, em uma arcaica correspondência, que ainda tem uma assinatura (!) para não deixar dúvidas da autenticidade da carta-, beira o amadorismo.

O desrespeito é ainda maior no seguinte trecho: “Iremos governar juntos, com o compromisso que um irá suceder o outro após o primeiro mandato de gestão”. É isso mesmo caro leitor: em plena eleição 2016 estão negociando a eleição 2020.

Acabou que a parte do ‘Blocão’, que é uma crítica pertinente feita ao atual prefeito de Teresina, pré-candidato a reeleição Firmino Filho (PSDB), saiu ofuscada. Uma pena. Não que todo acordo político que tem sido feito siga todos os padrões puramente republicanos, mas escancarar a troca de cargos, deixando em segundo plano os aspectos programáticos de uma possível administração (Pessoa ou Amadeu), cujo maior beneficiário é a população, coloca as coisas numa perspectiva muito mesquinha e mundana.

O que mais se quer agora é um debate qualificado de ideias. É por essas e outras que o índice de rejeição dos brasileiros só têm aumentando, culminando numa crise política e econômica que tem paralisado o Brasil.


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