Ciro e Elmano estão entre os dez que mais gastaram em 2018 imprimir publicado em: 12 / 07 / 2018

Dois dos três senadores da bancada piauiense no Senado Federal estão no ranking dos dez parlamentares que mais gastaram recursos da cota para o exercício da atividade parlamentar (Ceaps) este ano divulgado pelo site Congresso em Foco. Ciro Nogueira (PP) surge em 6º lugar na lista, com um gasto total de R$ 1,21 milhão, e Elmano Férrer (Podemos) aparece em 10°, com gastos de R$ 1,18 milhão. O levantamento não inclui gastos com passagens aéreas, que também são assegurados aos senadores. Nessa semana, Elmano se licenciou do mandato para priorizar sua campanha ao Governo do Estado.

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O site apurou que Ciro Nogueira gastou mais de R$ 1 milhão em locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes veiculares. Além de R$ 147 mil em contratação de consultorias, assessorias, pesquisas, trabalhos técnicos e demais serviços. Com aluguel de imóveis e despesas concernentes a ele, foram mais R$ 8 mil, seguidos dos quase R$ 5 mil para a aquisição de material de consumo.

Já Elmano Férrer destinou quase R$ 400 mil para custeio com locomoção, hospedagem, alimentação e combustível. Fora isso, o senador usou um pouco mais de R$ 300 mil para contratação de consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos, além dos cerca de R$ 230 mil com o aluguel de imóveis, R$ 171 mil com a divulgação da sua atividade parlamentar, R$ 60 mil em material de escritório e R$ 10 mil em serviços de segurança privada.

A outra representante piauiense no Congresso, senadora Regina Sousa (PT), não é citada na lista dos “dez senadores mais perdulários do país” do site.

Ao todo, o Senado Federal foi responsável pela despesa de R$ 64,7 milhões aos cofres públicos, se considerarmos o início da atual legislatura até o último dia 30 de junho. Isso sem considerar os custos com passagens aéreas, que são previstos no Ceaps, do contrário o valor chega ao montante de aproximadamente R$ 87 milhões.

Esclarecimentos

O senador Elmano Férrer, através de sua assessoria, informou que todas as suas despesas estão dentro da legalidade das normas legislativas, e ressaltou que “está em constante aprimoramento para adequar os gastos às suas atividades”. A resposta ainda cita os órgãos de controle do próprio Senado, que faz a análise de todos essas despesas.

“As notas fiscais ou outros documentos como recibos, boletos etc. são criteriosamente verificados e, quando não atendem os requisitos das normas internas, são glosados, ou seja, não são ressarcidos”, conclui o texto.

O senador Ciro Nogueira, não se manifestou a respeito da “gastança”.

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