Coronel da FAB identifica amadorismo de piloto da LaMia imprimir publicado em: 01 / 12 / 2016

lamiaO piloto do avião que caiu na Colômbia e matou 71 pessoas, entre tripulantes, jornalistas e parte da delegação da Chapecoense, falhou em decolar de Santa Cruz de la Sierra rumo a Medellín com pouco combustível. A opinião é do coronel Jorge Barros, da Força Aérea Brasileira (FAB).

“A gente pode perceber um nível de amadorismo inaceitável na operação desse avião, porque ele (piloto) entregou para o controlador de tráfego aéreo uma emergência praticamente impossível de ser solucionada pelo controlador. A situação foi levada a um extremo tal, que se confirmar a falta de combustível, é até constrangedor para os especialistas e para as pessoas de aviação admitir que esse despreparo chegou a tal ponto”, disse.

O coronel explicou o que acontece quando um avião fica sem combustível.

“Uma vez que o combustível acaba, o avião começa a morrer por inteiro e tudo deixa de funcionar, se foi isso realmente o que aconteceu. Sem que os sistemas do avião funcionem, não é mais possível pilotar esse avião, não é mais possível nem navegar”, completou.

Um áudio divulgado pela imprensa colombiana revelou o que seria a última conversa do piloto Miguel Quiroga, comandante da aeronave que levava a Chapecoense, com a torre de controle do Aeroporto Internacional de Medellín, onde o avião deveria fazer o pouso.

A gravação mostra o contato com as aeronaves que aguardavam para pousar, incluindo o voo da Lamia, que acabou caindo, vitimando fatalmente 71 pessoas. Em determinado momento, o piloto afirma: “Senhorita, Lamia 933 está em falha total, falha elétrica total, sem combustível”.

“Quando ele pede à torre vetores, ele está pedindo qual é a direção, para que a torre de controle indique a ele como chegar no aeroporto. Nem sempre uma torre de controle tem essa condição. Ela foi estruturada para dar as prioridades conforme as informações chegam dos próprios aviões”, concluiu.

eBand


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