Deflagrada greve geral unificada no Piauí por causa da PEC do Estado imprimir publicado em: 23 / 12 / 2016

Todas as categorias de servidores públicos estaduais do Piauí decidiram fazer greve geral unificada, por tempo indeterminado, a partir de zero hora de terça-feira (27/12/2016). A decisão foi tomada em uma assembleia geral realizada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Piauí, ocorrida nesta sexta-feira (23), em frente a Assembleia Legislativa do Estado.

O pessoal da Saúde, da Educação, da Segurança Pública, do Judiciário, da Secretaria de Justiça e até o pessoal da Polícia Militar se uniram contra a PEC proposta pelo governador Wellington Dias. “Aqui estão representantes de todas as categorias do Estado deliberando pela greve geral”, disse Vilobaldo Carvalho, assessor jurídico do Sindicato dos Policiais Penitenciários (Sinpuljuspi), afirmando que os presídios do Piauí não resistem 48 horas de greve.

A assembleia geral decidiu pela greve em todos os setores e secretarias do Governo do Estado. O pessoal do Judiciário, que estava presente na assembleia, decidirá na segunda-feira (26/12), em assembleia se entra ou não em greve contra a PEC. “A tendência da categoria é não aceitar isso que estão impondo ao serviço público sem uma discussão. Tanto que estamos aqui em apoio aos companheiros”, disse Maércio Maia, do Sindicato dos Oficiais de Justiça, afirmando que não tem dúvidas da paralisação deles.

A Polícia Militar, que por força de lei, não pode entrar em greve, também esteve representada na assembleia que decidiu pela greve geral do Estado, através da associação dos praças e oficiais. “Também vamos participar do movimento. Até segunda-feira encontraremos uma forma legal de aderir ao movimento paredista”, disse um dos representantes, pedindo reserva do nome.

As categorias reclamam que a PEC do Estado retira direitos conquistados e que foi apresentada sem uma discussão com as partes, nem com a sociedade. Antes de deflagrar a greve, os servidores estiveram na Assembleia Legislativa pedindo que o projeto fosse retirado de pauta para uma discussão mais ampla, como o governo disse que tinha de votar a matéria ainda nesse ano de 2016, eles decidiram pela greve geral.

“Atualmente já passamos por uma situação muito difícil. A falta de material humano é muito grande. A cada dia novos policiais se aposentam. Nossa carência é muito grande. Sem novos policiais as delegacias estão cada vez mais inviáveis. Não temos culpa pela crise, o que queremos é apenas manter um quadro de policiais suficiente para o andamento da Segurança Pública. Quem saqueou o país que pague por isso, não a sociedade. Quando se deixa de realizar concurso para vagas que já existem, se fortalece a criminalidade e quem sofre é a comunidade”, discursa Constantino Júnior, presidente do Sindicato dos Policiais Civis.

O que para a partir de zero hora de terça-feira, dia 27/12:

– Segurança Pública
Agentes, escrivães, investigadores e delegados

– Saúde
Enfermeiros, pessoal administrativo, auxiliares e técnicos de enfermagem, pessoal de suporte

– Educação
Professores, administrativos

– Secretaria de Justiça
Agentes penitenciários

O que deve parar antes do final da próxima semana:

– Judiciário
Oficiais de Justiça e servidores do Poder

– Polícia Militar
Praças e oficiais

PortalAZ


PDF pagePrint page

PARTICIPE

PUBLICIDADE

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

    Physio II

últimas