Delegacia do Silêncio não consegue atender a demanda imprimir publicado em: 22 / 03 / 2017

paredãoFrequentemente, chegam à Delegacia do Silêncio de Teresina reclamações sobre o barulho causado por vizinhos ou a respeito do incômodo causado por sons altos no meio da rua. Na casa de Werverton Bernadino, estudante, o problema é causado por carros de sons  que fazem propagandas no horário da noite. “Geralmente, eles começam a transitar a partir das 18 horas, anunciando festas”, diz.

Além disso, Werverton mora perto de uma feira livre, que acontece nos finais de semana. “Sobre a feira,  quando a gente liga para a Delegacia do Silêncio  ou a Polícia Militar, os agentes informam que não há nenhuma lei que proíba esse tipo de comércio”, explica. Já a reclamação da jornalista Geneide Santos é com relação aos vizinhos que, nos finais semana, escutam música em volume muito alto.

Francisco Rodrigues, titular da Delegacia do Silêncio, informa que a solução para os dois casos acontece de formas diferentes. Na primeira situação, em que o barulho acontece no meio da rua, o delegado afirma que, ao receber a denúncia, os agentes vão até o local para averiguar o ocorrido e fazer a notificação.

No segundo caso, em que o som alto é gerado dentro de uma residência, a pessoa que se sentir prejudicada deve comparecer à delegacia para registrar Boletim de Ocorrência (B.O), para que a polícia possa tomar as medidas cabíveis. Uma delas é a intimação do causador do problema para uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas. “Se a situação se repetir, o caso vai parar na Justiça”, explica o delegado.

O delegado informa ainda que, além de atender as ocorrências recebidas, a equipe  da Delegacia do Silêncio realiza, todo final de semana, das 22 às 4 horas, em parceria com a Polícia Militar, ações de fiscalizações no bares da cidade para inibir a utilização de paredões de som e excesso de barulho. Caso alguém se sinta prejudicado, as denúncias podem ser feitas através do telefone 86.99449.2387 ou 190.

Falta de estrutura

Ao relatar o transtorno causado pelo barulho perto de sua casa, o estudante Werverton Bernadino alertou para outro problema. Dessa vez, relacionado a falta de estrutura da Delegacia do Silêncio. “Muitas vezes, a gente liga, mas fica sem solução, porque informam que não policiais o suficiente para atender à chamada, principalmente, no período da noite”, afirma.

Essa é uma realidade já exposta pelo delegado Francisco Rodrigues, no início deste ano. Segundo ele, a delegacia enfrenta déficit de policial e de viaturas, comprometendo as ações de fiscalizações contra a poluição sonora.  Mesmo com pouca estrutura, as demandas para  a Delegacia chegam a todo momento. Somente em  2016, o órgão atendeu mil reclamações. As principais queixas são os paredões de som, briga de vizinho e perturbação sonora de animais.


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