Desespero: vendedor é confundido com Uber e leva “pressão” da Strans imprimir publicado em: 10 / 08 / 2017

vendedorUm vendedor autônomo denunciou uma suposta abordagem agressiva de um agente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Teresina. Paulo César conta que foi confundido com um motorista de Uber porque transportava familiares no banco de trás, entre estes, a filha que tem necessidades especiais.

A abordagem ocorreu na noite desta quarta-feira(09), na rua Rui Barbosa, no centro de Teresina. O vendedor conta que foi ‘fechado’ por duas viaturas da Strans e chegou a ter a carteira de habilitação e documento do veículo apreendidos.

“Duas viaturas chegaram na rua Rui Barbosa. Uma parou na frente e outra atrás. Eles acharam que eu era Uber porque estava com minha família do banco traseiro. Provei que não era e eles a todo o tempo me questionando. O agente Gilberto gritou: pode descer. Me agrediu moralmente de toda a forma e queria tomar até a chave do meu carro”, desabafou César.

Ele diz que a discussão durou mais de 20 minutos e chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local.

“Foi uma abordagem agressiva. Minha filha é especial e está em pânico. A gente estava vindo da Associação de Amigos dos Autistas do Piauí (AMA)”, conta o vendedor que registrou BO e pretende também levar o caso à Justiça.

Strans se pronuncia

O coronel Jaime Oliveira, diretor de operação e fiscalização da Strans, conta que o caso ainda não foi formalizado na Superintendência, mas que já tem conhecimento da denúncia que está sendo apurada.

Ele declarou que o órgão, diariamente, é cobrado por taxistas, mototaxistas, motoristas de van e ônibus legalizados que prestam o serviço de transporte de passageiros na Capital.

“Qualquer denúncia que chega na Strans, enviamos para nossa diretoria apurar. Só na zona Norte temos de 15 a 20 motoristas- conhecidos como ‘ligeirinhos’- que fazem o transporte ilegal de passageiros para o Centro. Se esse motorista não fazia o transporte ilegal, por que estava transportando quatro pessoas no banco de trás e apenas uma sacola no banco da frente, já que eram uma família? Para saber se a criança era da família era só mostrar a certidão de nascimento”, argumenta Jaime Oliveira.

Ele reforça que a Strans não admite arrogância e arbitrariedade. “A gente só atua contra os clandestinos e ‘ligeirinhos’ em casos de denúncia, inclusive, com as placas dos carros repassadas pelos motoristas legalizados”, finaliza Jaime Oliveira.

Cidadeverde.com


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