Em assembleia geral bancários do Piauí aprovam o fim da greve imprimir publicado em: 07 / 10 / 2016

bancariosBancários e bancárias do Piauí reunidos em assembleia geral na sede do Sindicato dos Bancários do Piauí (SEEBF-PI), na quinta-feira (06/10), avaliaram e debateram amplamente a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na décima rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, na última quarta (05/10) em São Paulo. Em assembleia, os bancários do Piauí aprovaram por ampla maioria a proposta apresentada pela Fenaban para todos os bancários e também as propostas específicas para o Banco do Brasil, BNB e Caixa.

A Campanha Nacional dos Bancários 2016 foi histórica e após 31 dias de um movimento grevista combativo, coeso, coerente e legalista, bancários e bancárias de todo o país avaliaram em assembleia geral em cada base sindical a proposta apresentada pela Fenaban. O acordo de dois anos prevê 8% de reajuste mais abono de R$ 3,5 mil, em 2016. No vale-alimentação o reajuste proposto foi de 15% e no vale-refeição e no auxílio creche/babá ficou em 10%. Para 2017, a Fenaban aceitou repor integralmente a inflação (INPC/IBGE) mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas.

Outro ponto bastante importante para o Comando Nacional foi a defesa do emprego, tendo sido uma vitória dos trabalhadores nas negociações com a Fenaban a instalação de um Centro de Realocação e Requalificação Profissional nos bancos. Com participação bipartite, o projeto vai buscar realocar os funcionários ameaçados pela reestruturação em um determinado local, criando possibilidades de serem transferidos para outras áreas da própria instituição, evitando demissões.

Com relação aos dias parados durante a greve, ponto em que a Fenaban insistia na compensação, sem prazo limite, o Comando Nacional não aceitou e conseguiu, na mesa de negociação, o abono total dos dias parados. Os bancos também concordam em implantar a licença-paternidade de 20 dias, conforme lei sancionada neste ano, ainda durante o governo Dilma Rousseff.

Avaliando em um contexto geral, o movimento grevista de 2016 foi histórico e durante 31 dias de greve se manteve forte, com 13.123 agências e 43 centros administrativos com atividades paralisadas, o que representou 55% dos locais de trabalho em todo o país (números atualizados até o dia 05/10). A greve e as negociações com os banqueiros aconteceram num cenário de instabilidade econômica e política, e a mudança de governo federal, assumindo uma gestão mais voltada aos interesses do empresariado, dificultando ainda mais as negociações para os trabalhadores.


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