Entenda por que a diretoria do São Paulo segue bancando Gomes imprimir publicado em: 15 / 10 / 2016

GomesA derrota para o Santos expôs ainda mais a situação delicada do São Paulo e, consequentemente, do técnico Ricardo Gomes. Impaciente, boa parte da torcida presente no Pacaembu chamou o treinador de burro. Após o jogo, o próprio Ricardo admitiu que não tem como não se sentir ameaçado no cargo. Nas redes sociais, chovem campanhas pedindo a demissão. Mas a diretoria vai na contramão e segue bancando o técnico, pelo menos até a partida contra o Fluminense, na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro. Afinal, por que isso acontece?

Há duas razões principais. A primeira é que a diretoria entende que Ricardo não é a principal causa da crise. O São Paulo não vence há cinco jogos no Campeonato Brasileiro e está só três pontos acima da zona do rebaixamento. Mas a visão é de que os problemas são anteriores ao técnico. Falta de qualidade do elenco, má fase de vários jogadores, ausência de lideranças técnicas, lesões…

A outra é o temor pelo que acarretaria uma mudança faltando oito rodadas para o campeonato acabar. Ao mesmo tempo em que o novo técnico poderia chacoalhar o time, como Muricy Ramalho em 2013, poderia levar mais tempo para se adaptar e a situação desandar de vez. A diretoria do São Paulo crê mais na segunda linha. E acredita que Ricardo ainda pode suportar a pressão.

“Mudança agora seria perder a cabeça, não serviria para nada. Temos de trabalhar “, analisou o diretor-executivo Marco Aurélio Cunha, que se irritou com a insistência dos repórteres em saber sobre o futuro de Ricardo Gomes após o clássico.

Pesa contra o técnico o aproveitamento dele pelo São Paulo no Brasileiro. Com a derrota para o Santos, passou a ser de 33%. Foram dez jogos, com duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Se o percentual for mantido, os tricolores chegarão ao fim com 44 pontos – têm 36.

Desde que a Série A passou a ser disputada por 20 clubes em pontos corridos, em 2006, a marca rebaixaria o Tricolor em três edições: em 2007 e 2013, escapou-se com 45 pontos, enquanto em 2009 o número subiu para 46 – em 2008, foi de 44.

“Não estou preocupado com meu aproveitamento. Estou preocupado com o São Paulo”, decretou Ricardo Gomes, após o clássico.

A pressão só aumenta. Resta saber se Ricardo suportará até o fim. Na segunda, contra o Flu, mais um teste de nervos.

Lance


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