Especialistas alertam sobre perigos do uso da pílula do dia seguinte imprimir publicado em: 02 / 08 / 2014

O consumo regular da Contracepção Oral de Emergência (COE) representa um risco à saúde da mulher. Segundo estudos, os escalões etários dos 15 aos 19 anos e dos 20 aos 25 anos são os maiores consumidores, estabilizando-se nas faixas superiores, quando a vida afetiva tende a se estabilizar e assume-se a necessidade de métodos regulares contraceptivos.

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O principal objetivo da pílula do dia seguinte é bloquear a ovulação e, com isso, dificultar a incidência de gravidez

É comum que muitas adolescentes usem o medicamento como uma pílula do fim de semana, sendo usada como se fosse anticoncepcional. No entanto, é importante salientar que a pílula do dia seguinte, segundo a avaliação de especialistas da área de Saúde, pode apresentar um índice de falha 15 vezes maior do que o anticoncepcional convencional.

Ellen Pereira, estudante de 23 anos, já usou do método emergencial para evitar a gravidez em duas situações, quando tinha um parceiro fixo, que tinha a preferência de manter relações sexuais sem o uso do preservativo, usando apenas os medicamentos anticoncepcionais. “Passamos sete anos namorando, mas, depois dos seis meses, passamos a não usar mais a camisinha. Todo esse tempo, usávamos o método do coito interrompido, o que era preferência dos dois”, relata.

A jovem afirma ainda que o uso de medicamentos anticoncepcionais, não foi seguido à risca. “Na época do namoro, eu era mais nova, mais irresponsável, e sempre me esquecia de tomar, passando de três a quatro dias. Foi em um desses momentos, que não usei a pílula do dia seguinte e acabei provocando o aborto”, conta a estudante.

A pílula do dia seguinte é um medicamento oferecido nas farmácias e drogarias por valores relativamente baixos, entre R$ 12 a R$ 25, e seu uso tem se tornado cada vez mais comum. O principal objetivo da pílula é bloquear a ovulação e, com isso, dificultar a incidência de gravidez. Caso a mulher não tenha ovulado, o anticoncepcional de emergência deverá impedir ou retardar a liberação do óvulo, evitando a fertilização.

O ginecologista David Batista explica que a pílula do dia seguinte torna as usuárias vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis, a exemplo da AIDS. “Diferente do que essas jovens acreditam, a pílula do dia seguinte tem ação apenas preventiva e não abortiva. Para as jovens que já iniciaram uma vida sexual ativa, o ideal é procurar um ginecologista que irá orientar qual o contraceptivo adequado e como deve ser usado para evitar uma gravidez indesejada”, assegura.

Com informações do Jornal O Dia

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