Febre Amarela avança pelo país e registra primeiro caso em Brasília imprimir publicado em: 20 / 01 / 2017

febre amarelaA Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, na tarde desta quinta-feira (19/1), a primeira morte em Brasília por febre amarela em 2017. Trata-se de um homem de 40 anos, oriundo de Januária, Norte de Minas Gerais. Pedreiro, ele veio visitar um irmão que mora no DF. Viajou de ônibus e chegou na segunda-feira (16). Após se sentir mal, o paciente procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião e morreu nesta quarta-feira (18).
 
A morte foi confirmada pelo Laboratório Central (Lacen), na manhã desta quinta-feira. O subsecretario de Vigilância à Saude do DF, Tiago Coelho, informou que o monitoramento dos locais onde o paciente que morreu passou está sendo realizado. Por exemplo, no povoado Café sem Troco, área rural do Paranoá e em São Sebastião. “Estamos acompanhando o caso”, frisou.

Nos últimos 10 anos, 245 pessoas tiveram febre amarela no DF — recuo de 8,5% em relação à década anterior, quando ocorreram 268 infecções. No mesmo recorte de tempo, a vacina ficou mais popular. Cerca de 2,4 milhões de habitantes receberam doses do imunobiológico entre 1997 e 2006. O número subiu para 2,8 milhões entre 2007 e 2016. Alta de 15%.

Macacos mortos

Em 2015, a Secretaria de Saúde recolheu 96 macacos mortos em todo DF, sendo que oito estavam com febre amarela. No ano passado, 53 primatas morreram. Destes, cinco estavam com a doença. Ainda estão em investigação 24 casos semelhantes. Em 2017 ainda não houve notificação de óbitos. A morte de primatas é um alerta para a circulação do vírus. 
 
“Todo primata encontrado morto passa por análise. Essa é a forma que temos de monitorar o vírus e controlar a doença”, explica Tiago Coelho. A pasta recolheu macacos mortos em Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Sul e Jardim Botânico. 

 


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