“Foi um filme de guerra”, diz suplente de vereador raptada imprimir publicado em: 18 / 02 / 2018

vitimaFrancisca Alencar guarda na memória os momentos de terror que viveu ao ser sequestrada, torturada e ameaçada de morte. O caso aconteceu nessa sexta-feira (16) em uma fazenda no Piauí. Ela, que é microempresária, professora e suplente de vereador no município de Pio IX, a 449 km de Teresina, contou detalhes da ação. Francisca está sendo acompanhada por uma advogada e já registrou Boletim de Ocorrência.

“Eu estava em casa com o meu filho de 12 anos, que viu tudo. Se eu não tivesse escapado, elas tinham me matado. Eram cinco mulheres contra uma. Foi cena de guerra”.

Suposta motivação

Francisca disse que as mulheres falavam que a casa em que reside pertencia ao esposo de uma delas, e que teria dado a ela de presente.

“Elas falavam que queriam a casa de volta, mas essa casa fui eu que construí com o meu ex-esposo. Eu não tinha os documentos pra mostrar a elas, e elas ficaram exigindo a escritura”.

“Foram cinco mulheres, eu só as conhecia pelas redes sociais: a esposa dele, Marta Pessoa, as três filhas Jéssica, Gabriela e Larissa Pessoa, e uma sobrinha dela que não sei quem é. O Josivaldo eu conheço porque em interior todo mundo conhece todo mundo, e ele tem um posto de gasolina aqui”, contou a vítima.

“Elas entraram na minha casa, foi invasão de domicílio. Eu tenho uma lojinha e ela estava aberta para receber os clientes. Elas já entraram me ‘esculhambando’, me ‘xingando’. Eu, desesperada, corri pra fora e elas vieram atrás: ‘pega ela, pega ela pra não fugir’, ficaram gritando. Alguns vizinhos ouviram, mas elas ameaçavam. Elas me derrubaram no chão, começaram a me dar socos e chutes. A rua que eu estava era sem saída. O meu filho de 12 anos pedia pra elas não me bater, mas ela falavam que se ele não se calasse iam levar ele também. Depois, me colocaram no carro e me levaram até uma fazenda, em todo o percurso fui agredida”, disse Francisca.

“Me levaram até essa fazenda, que o Josilvaldo Alves estava lá, trabalhando, não havia mais nenhum funcionário na hora. Elas falavam que iam me matar na frente dele. Ele só ficava falando que elas não podiam estar fazendo aquilo comigo; eu acho que ele também foi agredido por elas”, ressaltou.

Cidadeverde.com


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