Funcionário é preso suspeito de roubo milionário à empresa ServiSan imprimir publicado em: 12 / 12 / 2016

Um funcionário que trabalhava na empresa de segurança privada ServiSan, alvo de um roubo milionário em Teresina, foi preso suspeito de participar da ação criminosa. De acordo com o Grupo de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Greco), o rapaz entrou em contradição quando questionado sobre a sua relação com o grupo que fez a família de um inspetor de segurança da empresa refém. Ele também teria dito estar entre as pessoas que foram sequestradas. O crime ocorreu na manhã do domingo (11).

Fábio Abreu, secretário de segurança, explicou que o funcionário, que trabalha também como vigia em uma escola, teria colaborado com os assaltantes que levaram R$ 15 milhões da empresa. “Antes ele era só uma testemunha, mas depois com as contradições passou a ser também suspeito”, disse o secretário de segurança. O coordenador da Grecco explicou que o rapaz estava entre as pessoas que foram levadas para um sítio, na zona rural de Teresina, antes do assalto ser efetivado.

servisan

Carlos César Camelo e Fábio Abreu falaram sobre ação criminosa

Para o delegado Carlos César Camelo a suspeita começou a partir do momento em que o grupo, estimado em 20 pessoas, entrou na empresa sem despertar suspeitas. “Chamou a atenção os indivíduos entrarem na empresa, levarem uma quantia tão grande de dinheiro sem despertar suspeitas. Acaba surgindo a suspeita da participação de alguém”, enfatizou o coordenador da Greco.

O rapaz também trabalha em uma escola da rede estadual, na qual as câmeras de segurança registraram o contato com o grupo responsável pelo assalto, sem resistência por parte do funcionário.

“Teoricamente o primeiro sequestro teria sido desse funcionário, quando o pegaram no colégio que ele trabalha. O rapaz veio prestar um depoimento em um primeiro momento como vítima, relatando o sequestro. Fomos checar cada informação dada e a câmera do colégio mostrou ele entrando espontaneamente no veículo”, disse o delegado Carlos César Camelo. Segundo o delegado, isso tornou o funcionário um suspeito de colaboração com a quadrilha, além do fato dele ter entrado em contradição várias vezes.

Conforme as investigações, a participação do funcionário estaria condicionada também a um bônus em dinheiro. “Ele teria até recebido uma proposta do que ele chamou de bônus pela participação”, afirmou o coordenador. Todas as vítimas que foram sequestradas antes do assalto à empresa de valores foram levados para a sede do Greco para prestar esclarecimentos. Entre os que foram levados estava a mãe do chefe de segurança da empresa.

Policiais continuam fazendo buscas na tentativa de localizar a quadrilha.

Portaldaclube


PDF pagePrint page

PARTICIPE

PUBLICIDADE

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

    Physio II

últimas