Gasto de brasileiros batem recorde e piora ainda mais as contas externas imprimir publicado em: 23 / 05 / 2014

dollarUm dos principais indicadores da saúde financeira de um país, as contas externas brasileiras (resultado da balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais, como remessas de lucros e doações) apresentaram um déficit de US$ 33,476 bilhões no período de janeiro a abril deste ano, segundo informou nesta sexta-feira o Banco Central (BC). O resultado negativo, o pior da História, correspondeu a 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

Nos quatro primeiros meses do ano passado, o resultado negativo havia somado US$ 32,939 bilhões – o equivalente a 4,55% do Produto Interno Bruto. Para 2014, o BC continua apostando em um saldo negativo acumulado de US$ 80 bilhões, ou 3,59% do PIB.

Em abril, o déficit foi de US$ 8,291 bilhões, recorde para esse mês e afetado por elevadas remessas de lucros e dividendos, ao mesmo tempo em que os investimentos produtivos de fora não cobriram o rombo, algo que se repete desde novembro passado.

Os gastos com viagens, especificamente, tiveram um desempenho negativo de US$ 5,9 bilhões. As despesas no exterior em abril somaram US$ 2,344 bilhões , totalizando no primeiro quadrimestre US$ 8,218 bilhões. Foram os mais altos de todos os tempos.
Em 12 meses encerrados em abril, o déficit em conta corrente representou 3,65% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira, com os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país somando US$ 5,233 bilhões.

O saldo negativo da conta corrente veio pior do que o esperado por economistas consultados pela Reuters, de US$ 6,7 bilhões em abril, e até que a projeção do próprio BC (US$ 7,8 bilhões). A pesquisa Reuters também indicou que as expectativas eram de que o IED ficaria em US$ 5,4 bilhões no mês passado.


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