Governo determina revista em servidores de presídios do Piauí imprimir publicado em: 03 / 08 / 2017

revista em servidoresApós a prisão de um policial militar e mais cinco suspeitos de facilitar fugas e entrada de celulares em presídios do Piauí na Operação Conexão todos os servidores públicos que entrarem em unidades penais deverão passar por revista. A promessa do governo é que a vistoria sob a qual estão submetidos os visitantes a partir de agora seja estendida aos servidores civis e militares.

A operação foi deflagrada às 5h desta quinta-feira (3) cumprindo mandados de busca e apreensão nos pavilhões da Casa de Custódia de Teresina. A investigação durou cinco meses e teve início após a fuga de quatro assaltantes de bancos, em março deste ano na unidade. A estimativa dos investigadores é que cada celular gerava R$ 1500 para os presos nesta quinta-feira.

Para o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, o afastamento do policial militar e a transferência dos dois presos envolvidos no esquema devem reduzir a comercialização de celulares dentro da Casa de Custódia de Teresina. Durante coletiva da Operação Conexão, o gestor anunciou medidas para reforçar a segurança no presídio.

“A partir de agora, todos aqueles que entrarem na unidade prisional serão submetidos a vistorias, isso inclui agentes penitenciários e policiais militares que trabalham no presídio. Esta medida faz parte do Protocolo de Segurança que vamos adotar, além de aumentar as inspeções dos presos”, pontuou.

Sobre o material encontrado nesta quinta-feira na unidade, o secretário destacou as operações constantes feitas no presídio e já culminaram em várias apreensões. Ele destacou também que o Núcleo de Inteligência da Sejus também vinha rastreando conversas de presos, que contribuíram para a Operação Conexão.

O secretário não comentou a respeito do uso de bloqueadores de celular nas unidades penais. Desde 2016 está em vigor uma lei que trata da instalação, pelas operadores de telefonia celular, de tecnologia para bloquear sinais de radiocomunicação nos estabelecimentos penais do Piauí. Pela lei as empresas de telefonia devem instalar os bloqueadores do sinal de celular no prazo máximo de 180 dias.

Segundo Daniel Oliveira, um inquérito foi aberto na Corregedoria para investigar o policial e os dois presos que faziam a comercialização dos aparelhos foram transferidos para outra unidade.

Portaldaclube


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