Governo suspende homologação para subconcessão da Agespisa imprimir publicado em: 01 / 12 / 2016

O conselheiro Kennedy Barros, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) determinou em despacho assinado na última quarta-feira (30) que o Governo do Estado se abstenha de homologar a licitação para subconcessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Teresina. O secretário de Administração do Estado, Franzé Silva, afirmou na manhã desta quinta-feira (1), disse que já foi notificado sobre a decisão do tribunal e vai encaminhar informações sobre a licitação.

Franze Silva“Nós nos antecipamos quando soubemos que havia uma denúncia no Tribunal de Contas. Nós juntamente com a superintendente de parcerias públicas e privadas fomos ao Tribunal de Contas para nos colocarmos à disposição. É um processo que tem muita documentação e colocamos um espaço físico dentro da superintendência para que a equipe técnica do tribunal pudesse avaliar. E ontem fomos notificados e já estamos encaminhando de forma digitalizada toda essa informação para o tribunal. Nós queremos esse processo de forma mais transparente possível”, afirmou.

O secretário disse ainda que foi solicitado dados licitatórios da empresa de abastecimento para análise de perda como forma de fiscalizar o que é cobrado do consumidor.

“A empresa apresentou dados referentes a um mês e nós pedimos dados licitatórios referente a 1 ano. Isso é importante para a população porque a viabilidade do preço cobrado da água passa pelas perdas, hoje de acordo com a informação que nós temos do Conselho Nacional sobre saneamento, as perdas em média no Brasil estão girando em torno de 50%. A água tratada é perdida no processo de distribuição, as empresas colocam essa água perdida na tarifa do consumidor e é isso que nós estamos querendo evitar no Piauí”, explicou.

Para Franzé Silva, analisar os dados da perda de água é uma forma de resolver a falta de água em bairros de Teresina. “A empresa que está questionando apresentou uma perda acima do que estava previsto no edital e teve outro agravante, ela colocou a perda de um mês. Nós não queremos, nós queremos a perda global, a perda de 1 ano para que a gente possa proteger o consumidor teresinense de pagar perdas de água que não são colocadas dentro das residências. Nós estamos colocando isso de uma forma clara para a equipe técnica do tribunal, não temos nenhum problema de aprofundar essa discussão. O que nós estamos pedindo é que a gente possa ter um entendimento e resolver de forma célere. Esse processo se arrasta por muito tempo e nós estamos falando de uma necessidade básica da população”, concluiu.


PDF pagePrint page

PARTICIPE

PUBLICIDADE

    Esporte Uniao

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

últimas