Greve deixa mais de 8 mil alunos sem aulas em José de Freitas imprimir publicado em: 04 / 08 / 2014

Cerca de 8 mil alunos de 53 escolas da cidade de José de Freitas, Norte do Piauí, estão sem aulas devido à greve dos professores. O retorno do período letivo que aconteceria nesta segunda-feira (4) foi suspenso pelo movimento grevista que já dura sete dias. A categoria realizou um protesto em frente à prefeitura. Segundo Creusa Vasconcelos, do Sindicato dos Servidores Municipais, a administração não estaria repassando o dinheiro da previdência dos trabalhadores.

“Desde janeiro a prefeitura vem recolhendo o dinheiro da previdência dos 314 servidores efetivos, mas não repassa o montante para o Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município que garante a nossa aposentadoria”, contou.

Para a sindicalista, a greve dos professores não atrapalhou a retomada das atividades nas escolas, mas sim a falta de planejamento da Secretaria Municipal de Educação e a baixa demanda de profissionais. “Somente no primeiro semestre a secretaria lançou dois calendários avisando do período de férias e hoje que estava previsto o retorno das aulas eles nem convocaram professores ou lançaram um novo cronograma. Outro problema é a falta de professores efetivos, incapaz de atender toda a demanda. Temos uma escola com 11 turmas, por exemplo, onde não há nenhum efetivo. A culpa não é nossa se não tem aula, mas da falta de planejamento”, destacou.

Representante do Conselho dos Pais de José de Freitas, Orlando Daltiaz, garante estar chateado com a situação. “Minha filha faz a 7º ano na rede pública e após mais de dois meses só em casa ela encontra-se desestimulada com esta situação. Nós pais e até mesmo alguns professore estamos chateados pelo o que vem acontecendo. Vai atrapalhar o ano letivo e não temos nem previsão do retorno das aulas”, declarou.

O secretário de governo Luís Santino confirmou o atraso de repasse à Previdência, mas ressaltou que o problema é antigo e a nova gestão da prefeitura está tentando resolver a situação. Sobre a falta de professores efetivos, ninguém da prefeitura se posicionou.

Outras categorias de servidores municipais também aderiram à paralisação.

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