Grupo empresarial sonegou mais de R$ 896 milhões no Piauí, diz PF imprimir publicado em: 20 / 08 / 2014

pfA Polícia Federal no Piauí afirmou nesta quarta-feira (20) que o grupo empresarial com sede no Estado e alvo da Operação ‘Sorte Grande’ sonegou mais de R$ 896 milhões em impostos. Segundo a PF, o grupo também cometeu os crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro em associação criminosa. Pelo menos 15 pessoas foram detidas em Teresina e outras duas em São Paulo. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em concessionárias, um condomínio e um hotel da capital e vários documentos foram levados para a sede da PF.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o grupo atuava nas áreas de comunicação (TV, rádio e jornal), venda de veículos (concessionárias), empreendimentos imobiliários (construção de shopping centers e outros imóveis), educação (faculdades) e de saúde (hospital e operadoras de plano de saúde), principalmente, nos estados do Piauí e do Maranhão.

As investigações iniciaram ainda em 2003 quando o Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) constatou sonegação de contribuições previdenciárias e tributos em geral e acionou o Ministério Público Federal. O valor sonegado pelo grupo é de aproximadamente R$ 896 milhões.

grupo

Conforme a PF, as investigações demonstraram que, utilizando-se de ‘laranjas’ e de empresas offshore, sediadas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, o grupo realizou sucessivas mudanças nos quadros societários das empresas devedoras do fisco para afastá-las de seus verdadeiros proprietários e transferiu os seus ativos para novas pessoas jurídicas, também constituídas com o emprego de “laranjas” e offshores, deixando as devedoras “desmontadas”, apenas com as dívidas.

Para evitar o efetivo pagamento dos débitos tributários e impedir a persecução penal em desfavor dos responsáveis, os envolvidos nas fraudes aderiram a programas de recuperação fiscal, legalmente previstos em conformidade com a Receita Federal, arrolando, em garantia, bens de baixos custos (cadeiras e aparelhos de ar condicionado, por exemplo), com o que conseguiam estabelecer parcelas mensais ínfimas, cujo pagamento integral nunca será concretizado.

A Operação Sorte Grande contou com a participação de 85 policiais federais, entre delegados, peritos, escrivães e agentes, além de 18 auditores e quatro analistas tributários da Receita Federal.

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