Hospital de Gilbués fecha: ‘Nem curativo estão fazendo’, diz morador imprimir publicado em: 05 / 01 / 2016

A cidade de Gilbués, localizada a 800 km de Teresina, no extremo Sul do Piauí, está sem público de saúde, desde o último dia de 2015. A Unidade Hospitalar Areolino Mascarenhas Lustosa foi fechada e quase 11 mil habitantes da cidade e moradores de mais três municípios estão tendo que recorrer a outras localidades para ter acesso a procedimentos simples, como por exemplo, fazer um curativo.

“A cidade está arrasada. Sem hospital não tem jeito. Minha mãe está precisando do hospital e nem curativo estão fazendo”, disse o comerciante Ossivan Roberto Soares.

O prefeito de Gilbués, Francisco Pereira de Sousa, denuncia que os repasses da Secretaria Estadual de Saúde estão atrasados há dois meses. Segundo ele, apenas equipes do Programa Saúde da Família (PSF) estão atendendo regularmente.

“Manter o hospital funcionando custa em torno de R$ 120 mil ao mês, inviável manter ele aberto. Não dá para realocar recursos de outras áreas”, afirmou o gestor.

Outras três cidades dependem do atendimento de saúde de Gilbués: Barreiras do Piauí, Monte Alegre do Piauí e São Gonçalo do Gurgueia. Com a desistência no serviço, os moradores estão buscando atendimento em Bom Jesus, distante 163 km, ou até mesmo Teresina.

“Tivemos um acordo firmado de que a Sesapi repassaria para Gilbués R$ 30 mil, mas há dois meses não estamos recebendo”, alegou o prefeito.

A cidade é uma das contempladas com o Programa Mais Médicos, com três profissionais em atuação. No hospital, atendem seis médicos e um plantonista.

Nota
A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) informou que a Unidade de Saúde Areolino Mascarenhas Lustosa, em Gilbués, é de responsabilidade do município, realizando atendimentos classificados como atenção básica, sendo de competência do estado o gerenciamento de unidade de média e alta complexidade.

No entanto, o estado custeia o funcionamento daquela unidade, realizando repasses financeiros mensais, tendo havido um aumento de 50% no valor, que de R$21.459,20, nos meses de iniciais de 2015, passou para R$42 mil, já a partir de maio. A Sesapi informou que se encontra em aberto o mês de novembro e que o de dezembro é faturado no mês subsequente.

Para buscar uma solução haverá uma reunião nesta quarta-feira (6) entre o gestor municipal e equipe da Secretaria, para entendimento das providências que serão tomadas, para que  a população não seja prejudicada.

Portaldaclube


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