Justiça quebra de sigilo telefônico de envolvidos em morte de Cabo imprimir publicado em: 15 / 12 / 2016

Claudemir Sousa

Claudemir Sousa

O juiz Luiz de Moura Correia, da Central de Inquéritos, decretou, a pedido da polícia a quebra do sigilo de dados e imagens dos celulares e aparelhos eletrônicos apreendidos pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) na casa de Leonardo Ferreira Lima e demais acusados do assassinato do cabo Claudemir Sousa.

De acordo com a decisão ao longo das diligências foram apreendidos instrumentos e bens, dentre eles diversos aparelhos dos acusados Wesley Marlon e Flavio Willame (executores), Igor Andrade Sousa, Francisco Luan de Sena, Tais Monait, Jose Roberto Leal e do suposto mandante, Leonardo Ferreira Lima.

A polícia acredita que os aparelhos possuem indícios de que contenham mensagens e informações sobre o crime. O celular de Claudemir também será periciado.

Caso a polícia não peça prorrogação do inquérito, ele será encerrado nesta sexta-feira (16), e encaminhado para o Ministério Público.

Contradição em depoimento

A Polícia Civil do Piauí já confirmou que há contradições no depoimento da mulher apontada como pivô do assassinato. O delegado Riedel Batista conta que ela se apresentou a polícia e prestou depoimento na última sexta-feira (09).

“Ela prestou o depoimento com a presença do advogado. Todos os fatos que ela narrou estão sendo levantados pela equipe de investigação do Greco. Já esta comprovada que existe contradições em relação ao depoimento dela e estamos coletando várias provas neste sentido. Nós já temos robustas provas, testemunhas e confissão”, afirmou.

Sete pessoas foram presas, acusadas de envolvimento na morte do policial. Todas elas foram presas em menos de 48horas depois do crime.

Nazareno Thé, advogado do Leonardo Ferreira Lima, acusado de ser o mandante, afirmou nesta terça-feira (14) que o seu cliente é inocente, e já começou a desconstruir várias das provas apontadas pela polícia.

“Ele disse que não tem qualquer participação, que não conhece as pessoas que estão envolvidas, e que não há nenhuma motivação que o levasse a praticar esse crime. Nem que houvesse qualquer motivação, ele jamais iria levar ate o lado da ilegalidade, pelo lado criminoso, ele é uma pessoa pacifica, pessoa inteligente”, defendeu.

Já o advogado, Décio Solano, advogado da mulher apontada como pivô do crime, afirma que Leonardo conhecia sim sua cliente, e que ela tinha relação de amizade tanto com a vítima, quanto com o Leonardo. “Ela conhecia muito as duas famílias, mas não tinha nenhuma relacionamento amoroso com o Leonardo”, disse.

PortalAZ


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