Juiz nega investigação de sanidade mental a ex-capitão da PM imprimir publicado em: 05 / 03 / 2018

O juiz Carlos Hamilton Bezerra Lima, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, negou a instauração do incidente de insanidade mental solicitado pela defesa do ex-PM Alisson Wattson. Ele é acusado de matar a namorada, a estudante de direito Camilla Abreu, com um tiro na cabeça em outubro de 2017. Segundo o juiz, em decisão publicada nesta segunda-feira (5), não há motivo para a apuração.

De acordo o juiz, o exame, que pode consistir em prova a favor do acusado, somente será feito caso haja “razoável dúvida a respeito da sanidade mental do acusado, de modo a comprometer a sua capacidade de entendimento do caráter ilícito do ato praticado”.

Ele destaca ainda que o simples pedido da defesa não obriga o magistrado a autorizar sua realização, caso não haja suspeitas sobre imputabilidade penal do réu, ou seja, sobre sua capacidade de discernimento acerca do crime cometido e, então, da possibilidade de responder pelo ato.

A defesa chegou a afirmar, no pedido, que Alisson Wattson faz tratamento com psiquiatra e toma remédios controlados. O juiz Carlos Hamilton, contudo, declarou na decisão que isso, por si só, “não significa dúvida razoável de que ao tempo da ação o mesmo se afigurava destituído da capacidade de compreender o caráter ilícito do fato”.

“Desaparecida”

camillaA jovem estudante desapareceu na madrugada de 26 de outubro. Segundo a polícia, na noite anterior ela e o namorado, o então capitão da PM Alisson Wattason, se encontraram na faculdade onde ela estudava e saíram para um bar com uma amiga. Depois de deixar a amiga em casa, no Vale do Gavião, os dois ficaram sozinhos e Camilla não foi mais vista.

Após cinco dias de buscas o corpo da jovem foi encontrado na saída de Teresina, depois que o acusado confessou o crime e apontou o local onde havia deixado a namorada morta. Dias antes, próximo ao local, o celular da jovem foi encontrado. O ex-PM alegou, segundo a polícia, que Camilla morreu com um tiro acidental no rosto em uma discussão, mas a polícia questiona a versão. Ele foi preso em 31 de outubro e permanece até então.

No dia 23 de fevereiro de 2018, ocorreu a audiência de instrução e julgamento, onde apenas testemunhas de acusação do réu foram ouvidas. A defesa não constituiu testemunhas para depor a favor do acusado e, durante a audiência, a família e amigos da vítima se revoltaram com a estratégia usada. A defesa questionou detalhes sobre a vida íntima de Camilla Abreu.

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