Líder do Governo explica gastos e rebate críticas da oposição imprimir publicado em: 24 / 02 / 2018

João de Deus

João de Deus

O líder do Governo na Assembleia, deputado João de Deus (PT), rebateu as críticas da oposição sobre a falta de ações concretas do Governo no setor penitenciário do Estado, como a falta de recuperação do presídio de Esperantina, onde houve uma rebelião. Ele rebateu também acusações do deputado Robert Rios (PDT), que leu uma relação de gastos do governo com alimentação e aluguel de aeronaves. 

João de Deus justificou a despesa criticada pelo colega da oposição no fato de que o governo recebe autoridades e está amparado por lei a levá-las para conhecer a gastronomia da capital. Para ele, a oposição critica o atual governo e silencia sobre outros gestores. Diante disso, ele sugeriu uma discussão sobre a lei que ampara tais gastos, para que a mesma possa ser modificada. “Se é para ser contra tem que ser para todo mundo. No Governo passado tinha licitação até para compra de chiclete Trident. Concordo que essa lei precisa passar por uma adequação.

“Não que esteja admitindo que isso está acontecendo, mas já vi despesas com toneladas de camarão, compra de lagosta, caixas de chicletes… acho que a lei precisa passar por uma adequação para evitar os excessos. É preciso coerência. Eu não posso ser contra esse governo e ser a favor daquele. Esse não pode, mas aquele pode tudo. Não. Isso seria oportunismo”, reclamou o orador”, defendeu.

Sobre o sistema penitenciário, que foi o ponto mais criticado por três deputados da oposição, Robert Rios (PDT), Marden Meneses e Luciano Nunes (PSDB), o líder do governo disse que o Estado não fez tudo o que precisava ser feito, mas tem realizado obras importantes, como a Casa de Detenção em Campo Maior, com capacidade para 160 vagas, a Cadeia Pública de Antos, com capacidade para 600 vagas e a Central de Triagem de Teresina, bem como reforma na cadeia de Picos, com 12 novas celas e um presídio em Oeiras e a licitação para a compra de armas e equipamentos, no valor de R$ 5 milhões.

João de Deus citou alguns números da atual gestão da Secretaria de Justiça, como a construção de duas novas unidades penais, que estão em andamento com 160 vagas na Casa de Detecção de Campo Maior e mais 600 vagas na. cadeia pública de Altos; a reforma e ampliação da penitenciária de Picos, com 12 novas celas construídas, passando 214 vagas. Ao todo, são 1.194 novas vagas no sistema carcerário do Piauí, que vão reduzir o déficit no sistema prisional. Além dos R$ 5 milhões para compra de e armas e equipamentos para a Sejus, para dar segurança e um tratamento digno aos presos e melhores condições de trabalho para os servidores”.

Afirmando que a população do Piauí não tem dúvidas sobre o esforço do governador no tratamento juso aos detentos, João de Deus informou que o percentual de detentos de alta periculosidade é de apenas 5% e que o governador pensa em fazer uma classificação de tais detentos, uma vez que o custo de cada um é de R$ 3 mil por mês, sendo portanto necessária a ressocialização dos mesmos. O deputado citou outros dados que mostram o Piauí em vantagem sobre outros estados, como a classificação de quinto colocado nacional na geração de empregos e primeiro no Nordeste.

O deputado Dr. Hélio (PR) disse em aparte que se sentia orgulhoso pelos dados fornecidos pelo colega João de Deus, apontando outros dados que colocam o Piauí em vantagem, como os da produção de energia solar e eólica. Além das medidas de combate à superlotação de presídios, Dr. Hélio destacou o fato de o Piauí pagar aos agentes penitenciários o mesmo valor pago aos de São Paulo.

Outro aparteante foi o deputado Aluísio Martins (PT), que fez uma breve comparação do Rio de Janeiro com o Piauí, em que, segundo ele, a diferença é que no Rio o governo estadual perdeu o comando. Aloísio disse ser importante que o Piauí não tenha casos de desvios de recursos. O deputado Francis Lopes (PRTB) também ofereceu aparte, parabenizando o orador pelos dados oferecidos. Ele aproveitou para citar obras que estão sendo realizadas em Simplício Mendes, uma galeria e a previsão de oito mil metros de calçamento.

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