32 mil perícias não foram feitas durante greve dos médicos do INSS imprimir publicado em: 19 / 01 / 2016

greveApós mais de quatro meses de greve, os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retornam ao trabalho na próxima segunda feira, dia 25, em todo o Brasil. Sem avanços nas negociações, a categoria decidiu retornar ao trabalho, em estado de greve, ou seja, os profissionais voltam ao trabalho, mas continuam negociando suas reivindicações com o governo.

O delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos no Piauí, José Ribamar Barbosa, explica que a greve foi suspensa após uma assembleia realizada com representantes de todos os estados do país. O principal objetivo é evitar que a categoria seja prejudicada. Segundo ele uma nova estratégia de negociação deve adotada para conseguir êxito nas negociações.

“Considerando que os funcionários estavam recebendo faltas injustificadas, a gente preferiu voltar, para ver se o governo, ou a justiça analisa os processos da associação. Não adianta manter a greve da maneira que estava. É uma estratégia para evitar que os funcionários respondam processo administrativo, ou peguem falta”, esclarece.

As principais reivindicações dos médicos peritos são: aumento salarial de 27,5%, em no máximo duas parcelas anuais; redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais; recomposição do quadro de servidores; e fim da terceirização da perícia médica.

O delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos pontua que, apesar da volta ao trabalho, a categoria vai continuar lutando para que as reivindicações sejam atendidas. Caso não aconteçam avanços nas negociações com o governo, novas paralisações podem acontecer. “Ainda estamos em estado de greve, atento as reivindicações. Voltamos ao trabalho, mas nada foi resolvido”, afirma.

Durante a greve dos médicos peritos, mais de 32 mil perícias deixaram de ser realizadas no estado do Piauí. O gerente executivo do INSS no Piauí, Carlos Viana, explica que órgão vai adotar estratégias para atender toda a demanda reprimida. Inicialmente, a prioridade vai ser para os casos mais urgentes.

“Nesse momento, o atendimento vai ser voltado para casos mais urgentes, como trabalhadores que estão requerendo pela primeira vez a pericia, ou aqueles trabalhadores que estão querendo retornar ao trabalho”, Explica Carlos Viana.

A capacidade de atendimento do INSS é para a realização de 12 mil perícias médicas por mês. A expectativa é que até o mês de maio toda a demanda de atendimentos seja normalizada. “Vamos levar até eles uma proposta para agilizar o atendimento, para isso os médicos vão ter que atuar em mais plantões”, explica Carlos Viana.


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