Maracanã vive jogo de empurra após Odebrecht forçar devolução imprimir publicado em: 05 / 01 / 2016

O Maracanã vive um jogo de empurra de responsabilidades após a Odebrecht dar passo para forçar a entrega do estádio ao demitir quase toda sua equipe. A construtora quer acelerar a devolução, o governo do Estado do Rio não tem dinheiro para assumir, e o Comitê da Olimpíada Rio-2016 não quer antecipar a posse da arena. Todos desejam evitar os gastos da operação, avaliada em R$ 50 milhões por ano.

Com a demissão de 75% da equipe, já prevista em dezembro, a Concessionária do Maracanã mantém agora apenas oito funcionários no estádio. São advogados e diretores encarregados de renegociar contratos com o governo do Estado, com patrocinadores e fornecedores. Todos os acordos seguem em vigor, e não houve formalização de pedido de devolução da arena ao Estado até agora.

A intenção da construtora era ter fechado uma negociação com o governo do Estado para entregar o Maracanã em 4 de janeiro. Para isso, queria que o Comitê Rio-2016 antecipasse o recebimento da arena.

Mas o comitê não topou e disse que só precisa da arena no final de março. Até porque a organização realiza cortes financeiros, sufocada pela crise econômica, e não há nenhuma obra necessária no estádio para a Olimpíada. O governo do Estado também tem sérios problemas orçamentários, sem dinheiro nem para a saúde.

Assim, a Concessionária continua a ter a obrigação de operar o estádio até março, mas a equipe atual é insuficiente para realizar jogos. O blog apurou que, se não resolver a questão até o final de janeiro, a Odebrecht estuda contratar equipes terceirizadas para fazer as partidas.

Flamengo e Fluminense têm contratos com a Concessionária. O clube rubro-negro programava disputar jogos do Carioca, com time alternativo, no estádio. A Federação do Rio de Janeiro, até agora, só liberou que semifinais e finais fossem fora do Estado. Partidas da Copa do Brasil e da Primeira Liga poderiam ser em sedes fora do Estado se houver propostas.

O Flamengo entende que a obrigação de realizar as operações dos jogos é da Odebrecht, por contrato, e por isso não se envolverá na briga com o Estado agora. Há interesse do clube em assumir o Maracanã por longo prazo, o que não resolveria o problema dos dois próximos meses. Além disso, o clube estudaria as condições financeiras para gerir a arena.

Em resumo, após o gasto de R$ 1,2 bilhão do governo do Estado para reconstruí-lo, o Maracanã virou um problema apenas um ano e meio após a final da Copa-2014.

uol.com


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