Marcelo Castro diz que foi citado em “conversa de duas prostitutas” imprimir publicado em: 12 / 08 / 2011

Marcelo Castro (PMDB)

Deputado federal Marcelo Castro (PMDB)

Após ter seu nome citado em uma gravação telefônica feita pela Polícia Federal com autorização da Justiça em que dirigentes do Ministério do Turismo analisam a conveniência de liberação de uma emenda, o deputado federal, Marcelo Castro (PMDB), considera que foi mencionado em “uma conversa de duas prostitutas”.

O parlamentar piauiense se refere ao diálogo grampeado entre o secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento para o Turismo, Colbert Martins, e o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva Costa, ambos presos desde o último dia 9, acusados de envolvimento no esquema de corrupção na pasta. As gravações fazem parte da Operação Voucher, da Polícia Federal, que prendeu 36 pessoas suspeitas de participar de um esquema de desvio de dinheiro público.

“Fui citado em uma conversa de duas prostitutas que de forma corrupta discutem a conveniência de liberar minhas emendas ou não. E por quê? O que há de ser analisado se a obra já havia sido executada. Todo deputado tem direito a R$ 12,5 milhões em emendas. E essa não havia sido liberada”, explicou o deputado peemedebista.
A conversa telefônica foi obtida pelo jornal Estadão. Os dois secretários analisam durante a conversa gravada no dia 22 de julho a liberação de emendas para o deputado Marcelo Castro que poucos dias antes havia sido citado no escândalo envolvendo o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT).

Uma das emendas citadas era destinada para obras de calçamento no valor de R$ 97.500, na cidade de Lagoa do Barro, interior do Estado. Outra para obras de infraestrutura em Santa Cruz dos Milagres no valor de R$ 141 mil.
Marcelo Castro confirmou que esteve reunido com o ministro do Turismo, Pedro Novais, para a liberação de emendas de sua autoria. E disse que sua emenda foi liberada no dia 29 de julho, sete dias após a conversa grampeada.

“No início de julho solicitei ao ministro (Pedro Novais) o pagamento de emendas minhas que foram empenhadas, as obras foram executadas, mas não foram pagas. Logo depois ele me avisou que liberaria R$ 250 mil. Escolhi duas obras, uma em Lagoa do Barro e a outra em Santa Cruz dos Milagres, que davam mais ou menos esse valor. Depois só foi liberada uma”, relata o parlamentar.

Com informações do Jornal O Dia


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