Marina nega divergência com o vice e diz que não é contra transgênicos imprimir publicado em: 28 / 08 / 2014

A ex-senadora Marina Silva (PSB), candidata à Presidência da República, afirmou em entrevista na noite desta quarta-feira (27) ao “Jornal Nacional” tratar-se de uma “lenda” a ideia de que ela é contra o uso de sementes transgênicas.

marina“Há uma lenda que sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade”, disse. A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta a respeito de seu vice, o deputado Beto Albuquerque, que foi um dos principais articuladores da Medida Provisória que aprovou o cultivo de soja transgênica.

“Eu defendo um modelo de coexistência, em que existam áreas de transgênicos e áreas livres de transgênicos. No Congresso não passou a proposta da coexistência”, disse a ambientalista.

Beto Albuquerque mantém proximidade com representantes do agronegócio, rivais históricos de Marina, e defendeu a pesquisa com células-tronco em votações no Congresso, ao contrário da ex-senadora.

Questionada sobre se as divergências com o vice não colocam em xeque o discurso de “nova política”, tão caro à Marina, a ex-senadora afirmou que ela e Beto “somos diferentes e a nova política sabe trabalhar na adversidade e na diferença.”

Em seguida, os apresentadores do telejornal voltaram a confrontar Marina sobre o discurso da nova política em contraposição à “velha política”. William Bonner sugeriu que Marina usa dois pesos e duas medidas: quando analisa as alianças políticas não programáticas de seus adversários e as suas.

“Você está trabalhando apenas com um lado da moeda”, respondeu Marina, acrescentando que trabalhou ao lado de Beto em projetos ligados à questão ambiental. “Isso não tem nada a ver com a velha política. Eu marquei minha trajetória de vida trabalhando com os diferentes. Essa história de que a Marina é intransigente, que só trabalha com quem pensa igual, não é tão verdade assim”, afirmou.

Marina Silva é a quinta entrevistada pelo Jornal Nacional. Antes dela, foram entrevistados Pastor Everaldo, no último dia 19; Dilma Rousseff, que foi entrevistada no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, no dia 18; Aécio Neves, no dia 11; e Campos no dia 12, véspera de sua morte.

uol.com

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