MDB aumenta pressão para vice após desistência de ex-ministro imprimir publicado em: 19 / 03 / 2018

O ex-ministro João Henrique Sousa comunicou oficialmente ao MDB que desiste de ser candidato a governador. A decisão uniu o partido e aumentou a pressão para que o governador Wellington Dias (PT) entregue à sigla o direito a indicar o vice na chapa de reeleição.

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João Henrique afirma que se isso não ocorrer, Wellington demonstrará uma ingratidão com o partido. “O partido está acima de qualquer um de nós. Tomamos essa decisão para mantê-lo unido. O MDB quer indicar o vice. Se o governador não acatar vai ser uma ingratidão. Cabe agora ao MDB reconhecer o esforço do partido”.

O presidente Marcelo Castro tentou minimizar as divergências internas na legenda. “Todo partido tem suas divergências internas. O que existia de fato era a pretensão legítima do nosso membro ilustre o ex-ministro João Henrique que já foi deputado federal várias vezes e tinha pretensão de ser candidato ao governo. Convocamos a reunião e João Henrique comunicou que tem uma missão importante. Ele foi chamado pelo presidente Michel Temer, que é seu amigo de datas. Ele deve fazer a coordenação Nacional da campanha presidencial do MDB. Não tem nada decidido, mas deve ser do Temer. Ele vai assumir essa missão e o MDB fica livre no Piauí”, disse.

Marcelo afirma que o destino da legenda é a coligação com Wellington Dias (PT). “Já é certo que o caminho do MDB é apoiar Wellington Dias. O lugar na chapa majoritária, o MDB quer a vaga de vice. É impensável que o MDB, por sua história e potencial eleitoral, em uma chapa que tenha quatro vagas majoritárias, fique de fora”, declarou o parlamentar.

O deputado federal reconhece que a possibilidade do presidente Michel Temer ser candidato à reeleição interfere na relação com o PT do Piauí. “Interfere em parte, mas tenho que ver a história do MDB. Dificilmente um partido tem ordem unida com relação à questão federal, estadual e municipal. A nível nacional é uma cólica e nos estados é outra. É em alguns estados é uma coligação completamente contrária a nacional. Isso não é o desejável, mas é o natural que ocorre no Brasil de hoje”, declarou.

Marcelo afirma que o partido vai tentar ter João Henrique no palanque de Wellington. “Vamos conversar, mas sabemos das dificuldades. Esperamos pelo menos uma postura que não seja ostensiva contra essa coligação”, declarou.

Cidadeverde.com


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