Médico obstetra é acusado de assédio sexual dentro do consultório imprimir publicado em: 20 / 01 / 2017

Um médico ginecologista e obstetra foi acusado de abusar sexualmente de pacientes dentro da Maternidade Santa Fé, na zona Norte de Teresina. As informações dão conta de que o médico Felizardo Batista teria abusado de uma paciente durante uma consulta. A paciente teria saído chorando do consultório. O caso gerou um tumulto dentro no local, e a família da vítima se dirigiu até a Delegacia da Mulher para prestar queixa.

Ao chegar à delegacia, a vítima e sua família descobriram que havia várias denúncias contra o mesmo médico, todas referentes a acusações de abuso sexual durante consultas e exames. A delegada responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento da Mulher da zona Norte, Vilma Alves, confirmou a existência de muitas denúncias. “Vamos averiguar cada caso para nos manifestarmos”, disse a delegada.

Ex-pacientes do dr. Felizardo estão se comunicando, através de grupos em redes sociais, para tentar reunir as mulheres que denunciaram o médico. As mulheres relatam que estranhavam os toques feitos por ele nas consultas. Algumas delas contam que mudaram de médico após notarem o assédio. Outra mulher chegou a lembrar que uma amiga teria sido vítima do obstetra há muitos anos. “Ela tinha 15 anos e foi fazer uma consulta ginecológica. Ela ficou tão arrasada… Dizia que aquilo não era exame”, conta, sem se identificar.

Por outro lado, algumas pacientes defendem a atuação do médico e dizem que nunca perceberam abordagens fora do padrão indicado.

A reportagem tentou contato com o dr. Felizardo Batista através dos telefones de seu consultório e em seu número pessoal e residencial, mas não foi atendida em nenhuma das tentativas.

Relato

Uma das supostas vítimas do médico Felizardo Batista, sem se identificar, contou que foi na Clínica Batista, outro local onde o ginecologista atente, que aconteceu o abuso. Ele teria alisado as pernas da mulher, tocado na sua vagina de forma inconveniente e ainda feito perguntas pessoais.

A denunciante contou que saiu do consultório com vontade de chorar e que nunca teve coragem de contar sobre isso para alguém. “Quando eu entrei na sala e deitei na maca, ele começou a passar a mão nas minhas pernas, sem luva, dizendo pra eu relaxar. Depois tocou lá mesmo, pegando… Ele tava sozinho, sem nenhuma enfermeira. Depois que acabou o exame ele ficou me fazendo perguntas absurdas: quando eu tinha perdido a virgindade, se eu era menor, se foi bom, se sangrou… Eu respondi que aquelas coisas não tinham nada a ver com o exame que eu fui fazer e sí ele parou”, conta a mulher.

portalodia.com


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