Membros de quadrilha eram cooptados pelo PCC nos presídios do PI imprimir publicado em: 15 / 03 / 2018

A organização criminosa desarticulada hoje (15) pela Polícia Federal, durante a Operação Metalon, contava com a participação de membros “batizados pelo PCC desde adolescentes”. Foram essas as palavras usadas pelo delegado Willame Moraes para se referir à quadrilha especializada em ataques a bancos que agia no Piauí e no Maranhão.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva, dos quais oito são contra pessoas que já se encontravam presas e quatro são contra acusados que estavam em liberdade. Estes últimos ainda estão foragidos. Dentre eles, há o chefe do grupo, que é natural do Estado de Minas Gerais. A polícia não revelou a sua identidade.

Os alvos da polícia são os responsáveis pelo roubo à Caixa Econômica de Timon, em outubro do ano passado. Na ocasião, houve confronto com a polícia e um morador de rua acabou sendo morto por uma bala perdida. Outra ação pela qual o grupo foi responsável foi o ataque à agência da Caixa na Avenida Barão de Gurgueia, em setembro de 2017.

Com relação à ligação desta quadrilha com os membros do PCC, a Polícia Federal informou que os envolvidos nos crimes a bancos no Piauí são cooptados por criminosos de outros estados. Os cooptadores, integrantes da facção criminosa, foram presos em operações locais e cumprem parte das penas nos presídios piauienses.

Dentre os alvos que já estavam detidos há outro homem outro natural de Minas Gerais que, junto com o chefe que está sendo procurado, formavam o “grupo cabeça” da organização. “Nós temos que ter atenção especial com ele, uma vez que se trata de um preso com experiência nos crimes a bancos e que está convivendo com presos aqui. Ele pode facilmente cooptá-los para atuar no Piauí em nome da organização e do PCC”, afirmou o delegado Willame Moraes.

Na ação de hoje, a PF apreendeu um veículo e vários aparelhos celulares. Somente uma pessoa chegou a ser presa, mas em flagrante por tráfico de drogas. Os entorpecentes foram encontrados em um dos locais alvos dos mandados.

A operação Metalon contou com a participação de 26 policiais federais e 18 policiais civis e foi coordenada pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio e Tráfico de Armas, liderado pela delegado Larissa Magalhães.

portalodia.com


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