Michel Temer se volta para o Nordeste com todas as suas forças imprimir publicado em: 11 / 11 / 2016

TemerLogo que ele se efetivou como Chefe de Governo e Estado, ao final do processo de Impeachment, ele determinou que todas as obras federais no Nordeste passassem a ser realizadas pelos órgão federais com atuação na região. É bom lembrar que o Nordeste é a região do Brasil que tem mais empresas e instituições públicas voltadas para desenvolvimento. É bom destacar que no governo anterior, o Nordeste ficou famoso pelas parcerias voltadas à realização de obras federais com os governos estaduais. Temer decidiu que isso teria que ser revisto. É bom lembrar que o Nordeste é a região que tem mais ministros no atual governo, só Pernambuco tem quatro deles.

O Governo Federal entende que o sucesso dos programas de complementação de renda, montados nos governos petistas, viraram muito mais que um patrimônio político e que para avançar na região o ideal era concluir os grandes projetos hídricos, pois no Nordeste, com seu semiárido gigante e super habitado, quem leva a água é o senhor da vida e da morte.

O Ministério da Integração Nacional é comandado pelo nortista, mas peemdebista, Hélder Barbalho, que a despeito de seus interesses amazônidas tem tocado a pasta como um verdadeiro “Ministério do Nordeste”.  Não é para menos reportar que as obras inacabadas na região são a cara das obras inacabadas no Brasil: Transposição do São Francisco, Trnasnordestina e Refinaria Abreu Lima.

Dificuldades

A região Nordeste, em toda e qualquer pesquisa de opinião, vem a ser a latitude e longitude brasileira que tem mais desconfianças e resistências ao novo governo tocado por Michel Temer, mesmo com sua classe política toda integrada ao Governo Federal.

Temer em época de orçamento ralo, crise fiscal e limite de gastos, decidiu fazer uma interlocução com os governadores nordestinos, especialmente os filiados a partidos, como o PT, PSB e PC do B, que lhe fazem total ou parcial oposição.  Ele faz questão de avisar que quer unir o país e que é homem com postura de Estado.

Nesta primeira semana útil de novembro, Temer recebeu no Palácio do Planalto o governador do Ceará, o petista Camilo Santana, com direito aos olhares e atenção dos senadores Eunício Oliveira(PMDB-CE), líder do PMDB no Senado, e o Tasso Jereissati(PSDB-CE).  O encontro teve a intenção de dar dinâmica às ações hídricas do Governo Federal numa das regiões mais impactadas pela estiagem que já chega a cinco anos, e que pode prejudicar o abastecimento d`água da segunda região metropolitana nordestina.

Na semana que vem, Michel Temer deverá receber na quarta-feira,16, logo depois do Feirado da República, o governador socialista da Paraíba, Ricardo Coutinho. O bem avaliado chefe de governo paraibano chegou a montar eventos de repúdio ao novo governo em apoio a ex-presidenta Dilma Rousseff, na capital João Pessoa(PB).  Deverá ser acompanhado nessa empreitada pelo senador Raimundo Lira(PMDB-PB).

A Política Real apurou que Michel Temer já teria recebido e respondido com “cavalheirismo e atenção” três ligações telefônicas realizadas pelo governador do Piauí, o petista Welllington Dias.  O governador petista disse para um interlocutor que ficou impressionado com a postura de Temer, mesmo os dois tendo sido colegas deputados federais na legislatura de 1999-2002, oportunidade em que o atual Chefe de Governo e Estado cumpriu um de seus mandatos como Presidente da Câmara Federal.

É bom se ressaltar que o governador Wellington Dias tenta atrair para seu governo o PMDB, para surpresa de muitos.

Temer ainda não estabeleceu contatos diretos com os governos da Bahia, comandado pelo petista Rui Costa, e do Maranhão, conduzido pelo comunista Flávio Dino, mas ninguém se assuste se nos próximos meses ele recebê-los com pompa e circunstância no Planalto.

Estratégia

Quem conhece o Presidente Temer sabe que ele não é de atitudes mercuriais, cenas de teatro político bufo ou coisa parecida – ele sempre dominou a conversação e a crise econômica é o melhor pretexto para tocar em problemas sem reacender feridas. O problema de gerenciamento das oportunidades públicas para as necessidades gerais obriga uma racionalidade. Temer mesmo conduzindo um governo com grandes dificuldades ainda tem o que oferecer, tem o que receber.

O Nordeste não é para qualquer um, só iniciados, mas uma região que demanda presença do poder público, por natureza, já bem aconselha uma raposa política como Temer.

Resta ficar atento aos próximos movimentos, mas já deu para medir o tamanho do desafio e do assombro.


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