Mobilidade urbana em Teresina será um dos grandes desafios de 2016 imprimir publicado em: 03 / 01 / 2016

ponte“Esses terminais são bastante importantes para a cidade, não são ruins, mas tem que olhar com cuidado, como a gente observa no caso do bairro Parque Piauí. Ali é uma situação em que já existe uma praça bem maturada, bem estruturada. Então, às vezes, uma intervenção naquela área é uma mudança importante, mas tem que ter a participação popular, porque não adianta você ter apenas a participação externa, mas tem que ver se aquele local é o melhor para a instalação do terminal intermodal.

Nenhuma comunidade, nem a do Parque Piauí, questiona o terminal, mas tem que ver isso com cuidado, com cautela, e observar áreas que estão sendo utilizadas. Nada contra os terminais, eles são importantes, mas tem que analisar caso a caso para diminuir o conflito”, garante.

Outra aposta da Prefeitura foi a criação de corredores exclusivos de ônibus, faixas em vias importantes da capital onde apenas os coletivos poderão transitar. Isso tem como objetivo facilitar o deslocamento através do transporte público. Para o especialista, a criação do corredor exclusivo para ônibus é muito benéfica para a cidade, mas em uma via urbana, uma via arterial que não foi preparada pra isso, como é o caso ruas de apenas duas faixas, isso impossibilita o uso adequado dessa via para a mobilidade.

Já o Estado aposta em uma nova ponte, que possui três faixas de rolamento e está localizada entre as pontes Juscelino Kubistchek (centro–leste) e a ponte Dirceu Arcoverde (leste-centro). Ela é uma das maiores e mais aguardados intervenções de mobilidade urbana de Teresina.

“Tem que ser analisado com bastante cuidado o impacto que isso vai gerar economicamente no entorno, eu já ouvi de alguns comerciantes que fica mais difícil. Tem que analisar todos os pontos positivos e negativos para gerar o menor impacto possível ao pessoal instalado no entorno e que também não acaba sendo uma intervenção que não vai ter resultado”, ressalta.

Sanderland ainda cobra investimento em qualidade de transporte ofertado à população. “Tem que ser um transporte de qualidade, não qualquer coisa. Até nossos ônibus, que não são adequadas para pessoas com deficiência, motoristas mal treinados, a altura do degrau muito alta que atrapalha pessoas com deficiência e pessoas idosas.

A tendência, segundo o especialista, é que mesmo com os empecilhos, a cidade continue avançando em mobilidade, já que essa é uma tendência urbanística nível mundial. No entento, Teresina ainda tem muito por evoluir. “Cada vez mais a população questiona pela mobilidade urbana, mas a gente vê que os passos para alcançar esse patamar são “passos de tartaruga”, em uma velocidade muito devagar. A resposta do poder público ela é muito aquém, vem a conta-gotas. São coisas que vão demorar para serem alcançadas, mas que a gente caminha para isso”, finaliza.


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