MP ajuíza ação contra a Maternidade Dona Evangelina Rosa imprimir publicado em: 06 / 07 / 2018

mpO Ministério Público Estadual ajuizou na Justiça Federal nesta sexta-feira (6) uma ação contra as denúncias da Maternidade Dona Evangelina Rosa. O órgão decidiu não esperar o resultado de uma nova inspeção que será feita pelos Conselhos Regionais de Enfermagem e de Medicina, prevista para o dia 18 de julho.

Em junho, uma comissão de fiscalização visitou a maternidade e constatou problemas na estrutura física e falta de medicamentos e materiais para exames. No mesmo mês, três casos de mortes de mulheres por infecção foram confirmados pela promotoria.

Diante das denúncias, o CRM chegou a decretar indicativo de interdição ética e a direção da Maternidade Evangelina Rosa prometeu tomar medidas emergenciais para investigar os casos suspeitos de infecção hospitalar. Um relatório da Comissão de Controle Hospitalar (CCH), da própria maternidade, já alertava sobre o aumento do número de infecções, principalmente nos casos de feridas operatórias, e que a limpeza terminal (para a desinfetar o ambiente de bactérias) não estava sendo realizada.

Na ação proposta pelo Ministério Público estão medidas urgentes para resolver pelo menos parte dos problemas, inclusive aplicando multa pessoal aos gestores, caso as soluções não sejam aplicadas dentro de um prazo estabelecido. Para o órgão, as irregularidades põem em risco a vida de gestantes e recém-nascidos.

“As denúncias começam a chegar de que é grave a situação. A mortalidade aumenta neonatal e materna, em razão a falta dos insumos, medicamentos para tratamento dos pacientes. Ontem mesmo recebi a denúncia da falta de álcool, luvas e outros medicamentos na UTI materna”, declarou a promotora Karla Carvalho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAODS).

Enquanto isso, o projeto da nova maternidade falta R$ 30 milhões para custear a obra. Ao todo, ela deve custar R$ 84 milhões e ficar pronta em três anos. A nova sede terá capacidade bem maior que a atual, com 20 leitos de UTIs adulta e 30 neonatais, além de leitos extras para atendimento intermediário. A primeira fase deve ficar pronta em dois anos.

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