Na véspera da Olimpíada, crise no Rio-2016 afeta organização dos Jogos imprimir publicado em: 04 / 08 / 2016

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Carlos Arthur Nuzman, Thomas Bach e Eduardo Paes no local da Pira Olímpica

Na véspera da abertura, o Comitê Rio-2016 vive uma crise financeira e de planejamento que afeta a organização dos Jogos. Pontos como segurança, transporte e visual das instalações são preocupações como ficou claro em reunião do COI (Comitê Olímpico Internacional) na tarde desta última quarta-feira (2). E faltam recursos para cobrir todas as áreas.

Os organizadores da Rio-2016 têm forças-tarefas para resolver essas questões ao mesmo tempo que controlam gastos. Mas já está claro que nem tudo ficará pronto a tempo ou no formato ideal. Haverá cortes em áreas como energia, alimentação, entre outros.

“A gente fez um compromisso e a opção por Jogos sustentáveis: chacoalha muito mais. Vamos tomar decisões difíceis todos os dias”, contou o diretor de comunicação do Rio-2016, Mario Andrada, que disse que pretende não ter dinheiro da prefeitura do Rio para cobrir déficit. “A rigor, tudo pode ser cortado. Só não pode cortar segurança dos atletas, qualidade da competição, campo de jogo.”

A situação é muito diferente de Londres-2012. No Congresso antes da Olimpíada de quatro anos atrás, não houve nenhum questionamento duro aos organizadores. Pelo contrário, a direção do COI elogiou a cidade por ter concluído tudo antes do tempo. O único problema foi a troca da equipe de segurança na entrada do Parque Olímpico da cidade inglesa, o que foi resolvido com a presença do Exército.

No Rio, a diretoria do COI tem tentado ser compreensiva por conta da crise do país. Ao mesmo tempo que corta despesas, o Comitê Rio-2016 tenta um último recurso para obter mais dinheiro governamental por meio de um patrocínio estatal. Uma ideia é a Embratur ser patrocinadora dos Jogos, em um modelo que tenta ser viabilizado.

O presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman, mostra otimismo e entende que todas as questões colocadas são antigas e comuns a outros Jogos. “São as questões (feitas por membros do COI) que as pessoas às vezes querem uma repetição da repostas. Foi um ambiente extremamente calmo.”

Segurança

Houve atraso do governo federal na contratação de empresa para cuidar das revistas das instalações olímpicas. Por isso, não funcionaram máquinas de raio-X e scanner em vários locais às vésperas dos Jogos. A Força Nacional e outra empresa tiveram que cobrir buracos. Nos lugares onde há raio-X, a operação tem sido lenta, causando filas imensas, como na entrada do MPC (Main Press Center), no Parque Olímpico. O Comitê Rio-2016 diz que a segurança no acesso é tarefa do governo, e alega que as demoras para acesso são consequência do aumento da segurança por atentados.

Transporte

Há preocupação no transporte de atletas e oficiais na cidade por causa dos grandes problemas de tráfego no Rio de Janeiro. A cidade ficou muito congestionada após a implantação das faixas olímpicas desde o dia 31 de julho, e dirigentes manifestaram preocupação de isso afetar o transporte nos Jogos. O Comitê Rio-2016 informou trabalhar com a prefeitura para melhorar o fluxo nas faixas olímpicas para evitar atrasos de atletas.

Visual dos Jogos

A maior parte dos backdrops e faixas usadas para decoração dos Jogos ainda não foi instalada, apenas 15% estão prontos. Por economia, foram contratados na Ucrânia e o transporte deles atrasou. Assim, estão sendo instalados de última hora. Ainda há questões de que os backdrops são considerados feios e atrapalham imagens. O Comitê Rio-2016 admite o problema e diz que pretende que tudo esteja pronto nos primeiros dias dos Jogos.

Dinheiro

O Comitê Rio-2016 está tentando se manter dentro do orçamento, mas houve gastos além do previsto por conta dos problemas na Vila Olímpica. Assim, no momento, há falta de dinheiro e tiveram de ser feitos cortes. Como solução, o Rio-2016 recorre a adiantamentos de pagamentos do COI e ao mesmo tempo tenta um patrocínio de última hora de um órgão governamental, possivelmente a Embratur.

Vila Olímpica

Os problemas de estrutura na Vila Olímpica tiveram de ser resolvidos com uma força-tarefa após reclamações das delegações. Ainda há questões menores nos apartamentos. O Comitê tem usado funcionários para executar consertos, e entende que a questão está resolvida.

Energia e alimentação

Por conta da falta de dinheiro, tiveram de ser feitos cortes na energia. Inicialmente, era previsto três fontes de energia para garantir o abastecimento de instalações olímpicas. Uma delas não ocorrerá mais. Foram cortados itens de alimentação e mimos para cartolas. Por exemplo, em evento de gala para dirigentes do COI, só havia água, o que gerou reclamações dos membros do comitê.

uol.com


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