‘Não é hora de falar nada’, diz Janot sobre delações da Odebrecht imprimir publicado em: 30 / 01 / 2017

Rodrigo JanotO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou na tarde desta segunda-feira (30) que “não é hora de falar nada” sobre as delações de executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

Janot deu a declaração a jornalistas ao deixar o prédio onde funciona o Conselho Nacional do Ministério Público. Em seguida, ele se dirigiu ao Supremo Tribunal Federal, onde se reuniu com a presidente, ministra Cármen Lúcia, para tratar das delações.

Cármen Lúcia já homologou as delações e, com a decisão da ministra, o material referente aos depoimentos foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que vai analisar os documentos para decidir sobre quais pontos irá pedir abertura de investigação.

De acordo com a assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF), o conteúdo das delações, mesmo após a homologação, continua sob segredo de Justiça e o sigilo só deverá ser derrubado após a abertura de investigação sobre os fatos informados pelos delatores.

Relatoria da Lava Jato

 
Os processos da Operação Lava Jato no STF estavam sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, que morreu neste mês após o avião em que ele viajava de São Paulo para Paraty cair no litoral do Rio de Janeiro.
Com a morte de Teori, Cármen Lúcia usou a prerrogativa de presidente da Corte para homologar as delações. A relatoria dos processos, porém, ainda não foi decidida.
 
A ministra chegou a trabalhar durante o fim de semana, no STF, para analisar os depoimentos.

Na semana passada, a ministra já havia autorizado os juízes auxiliares do STF que atuam no gabinete de Teori a ouvir os delatores – nas audiências, esses juízes questionavam os executivos e ex-executivos da empreiteira sobre se as informações haviam sido repassadas de livre e espontânea vontade, sem coação por parte procuradores.

G1


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