“Não é para tudo isso”, reclama Cristóvão sobre pressão da torcida imprimir publicado em: 23 / 08 / 2016

Cristóvão Borges voltou a reclamar da impaciência da torcida corintiana. Depois de bater o Vitória por 2 a 1 na noite desta segunda-feira (22), o comandante afirmou que vê exagero nas críticas que recebe na armação de sua equipe.

cristovaoNa terceira colocação, três pontos atrás do líder Palmeiras, o corintiano voltou a dizer que sofre com a pressão por ter de ser o substituto de Tite, hoje no comando da seleção brasileira.

“Está muito claro que não é para tudo isso. O time de 2016 não é o de 2015, campeão. Quando eu cheguei aqui, o trabalho era esse: buscar uma maneira de jogar, com novos jogadores. Está um pouco além da conta. No campeonato não tem ninguém maravilhoso, e o Corinthians, que não tinha esse crédito todo, está ali, disputando a ponta. Então acho que é um pouco pesado”, afirmou o comandante em entrevista coletiva.

“Não (a pressão não vai parar). Só até a próxima dificuldade. Mas isso não me afeta. Estou contente com o trabalho e com o que a equipe pode desenvolver. Estou muito concentrado nisso. Estou muito contente, feliz, porque eu vejo a possibilidade de fazer isso. Com todas as dificuldades, estamos sem dever nada a ninguém. E nós podemos muito mais, é isso que me move. Eu não saio do meu foco.”

O técnico mostrou que, muitas vezes, sofre críticas injustas e disse que Bruno Henrique foi substituído porque não tinha mais condições físicas de estar em campo. A torcida reclamou quando o volante foi substituído.

“Quando eu sou criticado, não reclamo, seguro firme. A torcida reage de acordo com o sentimento dela. Por exemplo: o Bruno Henrique foi substituído, e todo mundo achou ruim, mas ele estaca com cãibra nas duas pernas. Existe uma pré-disposição de se criticar qualquer coisa que o treinador faça. O jogo estava 2 a 1, e tinha gente perto de mim deixando de ver o jogo para ficar falando. Eu não sou de fazer queixa nem de reclamar. Eu adoro o meu trabalho e estou gostando do que estou fazendo”, completou.

Cristóvão ainda analisou o jeito de armar a sua equipe. Depois de muitos testes, o comandante decidiu escalar a equipe no 4-1-4-1, a exemplo do que acontecia com Tite. Nesta segunda-feira, Marquinhos Gabriel, Romero, Elias e Rodriguinho formaram a linha de quatro, com Guilherme à frente. Bruno Henrique foi o “cão de guarda”.

“”Eu gostei, pois foi a primeira vez que nós jogamos assim. A ideia era que a gente continuasse com uma consistência defensiva boa, e que tivéssemos volume de jogo, com variações de jogo que nós temos, pelos lados do campo. E ainda podemos evoluir dessa forma. Pretendo continuar, a não ser que no caminho as coisas não encaixem”, finalizou.

uol.com


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