No PI, mais de 500 armas foram apreendidas desde 2017 imprimir publicado em: 04 / 03 / 2018

As apreensões de armas fazem parte do trabalho diário dos policiais militares e civis do Piauí. Desde janeiro de 2017, 537 já foram retiradas de circulação, sendo 484 delas no ano passado e 53 nos dois primeiros meses deste ano. O levantamento é da Delegacia Geral.

armas

Segundo o delegado de polícia metropolitana Lucy Keyko, as apreensões ocorrem na ações ostensivas da Polícia Militar, ou seja, nas abordagens e prisões em flagrante; e também nas operações da Polícia Civil, em cumprimento a medidas cautelares. “Geralmente, quando cumprimos mandados de prisão ou de busca e apreensão, encontramos armas escondidas”, afirma o delegado.

As armas apreendidas são encaminhadas para o Instituto de Criminalística, onde passam por perícia para identificar se está com a numeração adulterada e para analisar o potencial lesivo e a eficácia dos disparos. “Depois disso, elas vão para o judiciário”, explica Keyko.

De acordo com o Estatuto do Desarmamento, quem for flagrado com de armas de calibre restrito ou com numeração raspada, está sujeito à pena maior. “Enquanto a punição para porte ilegal é de dois a quatro anos de prisão, nas duas situações específicas, a pena sobre para três a seis anos”, alerta Lucy Keyko.

Sobre a origem das armas apreendidas, o delegado afirma que ainda precisaria fazer um levantamento, mas já adianta que muitas delas são roubadas de policiais ou vigilantes do Piauí ou mesmo de outros estados.

Para o delegado Lucy Keyko, a consequência das apreensões de armas é a diminuição dos crimes letais contra a vida. “Se a gente tira elas de circulação, menos pessoas vão ter a chance de matar”, diz.

Segundo dados do DataSUS, o número de mortes por armas de fogo está aumentando em Teresina desde 2008 e chegou a ultrapassar a quantidade de mortes por outras causas externas em 2014.

portalodia.com

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