No PI, 239 acusados de estupro estão foragidos, aponta dados do CNJ imprimir publicado em: 06 / 05 / 2018

Um levantamento junto ao Banco Nacional de Mandados de Prisões – BNMP2.0 revela que existem 239 acusados de estupro no Piauí foragidos. Os dados foram coletados a partir da análise de 4.200 mandados que estão em aberto desde maio de 2012 até o dia 3 de maio deste ano.

Na análise dos números, chama atenção a quantidade de acusados de estupro de vulnerável. Dos 239 processos com mandado de prisão em aberto, 47% referem-se a abusos sexuais contra menores de 14 anos.

Segundo a delegada Anamelka Cadena, titular da Delegacia da Mulher da zona Sul de Teresina, muitas são as dificuldades para cumprir todos os mandados de prisão. “Não é por leviandade da polícia. Às vezes o acusado foge e não temos qualquer informação que leve até ele”, afirma, orientando a população a denunciar caso tenha informações sobre foragidos. “O aplicativo Salve Maria foi criado na perspectiva de atender denúncias de violência de gênero. O sigilo é garantido. Existem ainda outras formas de colaborar com a polícia, seja informando na delegacia ou ligando no 180”, sugere.

Não existe um perfil que identifique de imediato um estuprador foragido. O levantamento mostra que alguns deles exercem a profissão de professores, vaqueiros, motoristas, agricultores, entre outras.

Até uma mulher, identificada como Andreza da Silva Souza, natural de Oeiras, é procurada pela polícia. Contra ela há um mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro praticado em 2013, de acordo com as informações do Banco Nacional de Mandados de Prisões.

Entre os foragidos, Antônio José do Rego Santos, natural de Teresina, é o que recebeu a maior pena. Ele foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado.

O banco de dados, no entanto, apresenta algumas falhas. Lá ainda consta o nome de Adão José Silva Sousa, acusado de participação no estupro coletivo ocorrido em 2015 no município de Castelo do Piauí, mas ele está preso desde o que crime ocorreu e foi recentemente condenado a mais de 100 anos de prisão. Em nota, o Tribunal de Justiça, responsável por atualizar os dados no site do Conselho Nacional de Justiça, informou que pode haver falha em algumas informações pontuais.

portalodia.com

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