No Piauí, 44,7% dos estudantes do 9º ano já consumiram álcool imprimir publicado em: 27 / 08 / 2016

Dos cerca de 2,6 milhões de estudantes que cursavam o 9º ano do ensino fundamental em 2015, 55,5% (1,5 milhão) já havia consumido uma dose de bebida alcoólica alguma vez. O percentual é superior ao observado em 2012, quando 50,3% (1,6 milhão) dos estudantes entrevistados declararam ter ingerido álcool em alguma ocasião.

No Piauí, 44,7% dos adolescentes entrevistados disseram já ter experimentado bebidas alcoólicas em alguma ocasião (47% dos meninos e 42,6% das meninas).

Os números estão disponíveis na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015, divulgada nesta sexta-feira (26) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A proporção dos estudantes que já experimentaram drogas ilícitas subiu de 7,3% (230,2 mil) para 9% (236,8 mil) no mesmo período. Em relação ao consumo atual de álcool e drogas ilícitas, respectivamente, 23,8% (626,1 mil) e 4,2% (110,5 mil) dos estudantes tinham feito uso dessas substâncias nos últimos 30 dias antes da pesquisa. Já o percentual de estudantes que já haviam experimentado cigarro caiu de 19,6% em 2012 para 18,4% em 2015.

No Piauí, 18,2% dos jovens frequentando o 9º ano do ensino fundamental admitiram ter consumido bebida alcoólica nos últimos 30 dias anteriores à data do levantamento.

Público da pesquisa

A maior parte dos estudantes entrevistados (88,6%) tinha idade entre 13 e 15 anos, sendo que 51,0% tinham 14 anos. Os meninos representaram 48,7% (1,28 milhão) e as meninas, 51,3% (1,35 milhão) da amostra. A rede pública de ensino concentrou 85,5% (2,3 milhões) dos estudantes, enquanto 14,5% (380,4 mil) estudavam na rede privada.

Quase 30% dos estudantes entrevistados já tinham mantido relação sexual

A PeNSE verificou que, em 2015, a iniciação sexual já tinha ocorrido para 27,5% dos alunos do 9º ano (cerca de 723,5 mil estudantes). Aproximadamente 39% deles (280,7 mil) não usaram preservativo na primeira vez e 33,8% (219,2 mil) não utilizaram na última relação sexual.

Dentre as meninas que haviam tido relação sexual, 9% disseram já ter engravidado. E este dado apresentou maior frequência entre as estudantes de escolas públicas (9,4%) do que entre as da rede privada (3,5%).

No Piauí, 25,7% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental disseram na pesquisa que já haviam tido pelo menos uma relação sexual (37,2% dos meninos e 15,6% das meninas).

Esse índice foi maior nas escolas públicas do Estado, onde 27,3% dos estudantes do 9º ano disseram já ter feito sexo, do que nas escolas privadas, onde apenas 14,2% dos escolares confirmaram já ter perdido a virgindade.

No país, mais de 30 mil disseram ter sido estuprados por parentes

Em 2015, cerca de 105,2 mil (4,0%) estudantes do 9º ano relataram já ter sido forçados a ter alguma relação sexual. O percentual para meninos foi de 3,7% e para as meninas de 4,3%.

Desse total, em 31,6% dos casos (aproximadamente 33,3 mil estudantes), o ato foi cometido por algum membro da família (pai, mãe, padrasto, madrasta ou outros familiares).

A PeNSE 2015, assim como as edições anteriores (2009 e 2012), contemplou questões sobre aspectos socioeconômicos; contexto familiar; hábitos alimentares; prática de atividade física; experimentação e consumo de cigarro, álcool e outras drogas; saúde sexual e reprodutiva; violência, segurança e acidentes; utilização de serviços de saúde, entre outros aspectos.

Nessa edição, a PeNSE traz, ainda, resultados usando um novo plano amostral (amostra 2), com informações para cada uma das idades ou grupos de idades entre 13 e 17 anos, permitindo maior comparabilidade com indicadores internacionais. Para tanto, foi ampliado o escopo de turmas selecionadas no ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e incluído o ensino médio (da 1ª a 3ª série).

Em ambas as amostras há dados para Brasil e grandes regiões. Para a amostra 1, 9º ano do ensino fundamental, além dos dados obtidos para as capitais, como em 2009 e 2012, a PeNSE 2015 apresenta, também, dados para cada uma das unidades da federação. O questionário da PeNSE é aplicado diretamente ao estudante, sem que haja o intermédio de um entrevistador.

portalodia.com


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