No PI, lojistas não farão contratações temporárias para este ano imprimir publicado em: 01 / 09 / 2016

lojasO comércio varejista é um dos setores que mais tem sofrido com a atual situação econômica do País. Com a baixa nas vendas, muitos lojistas estão sendo obrigados a reduzir o quadro de funcionários e, com isso, cogitam a possibilidade de não realizar contratações temporárias para as festividades de final de ano.

Neste período, os lojistas costumam receber currículos de candidatos que almejam uma oportunidade de emprego no final do ano, mas, segundo os comerciantes, as chances de novas contratações estão praticamente descartadas. De acordo com Santiago de Sousa, gerente de uma loja de eletrodomésticos, a empresa não está avaliando a proposta de ter mais funcionários em seu quadro de trabalho.

“Este ano, não vamos contratar novas pessoas para trabalharem no final de ano, por conta da queda que estamos tendo no faturamento. Então, não há essa necessidade de mais pessoas; até porque, a demanda está tão baixa que a equipe que temos consegue atender ao público que chega na loja”, disse.

Santiago acrescenta que, caso as condições econômicas melhorem até a proximidade do Natal e Ano Novo, pode ser que essa questão seja revista; contudo, ele enfatiza que a empresa matriz não sinalizou interesse para vagas temporárias. As contratações iniciam normalmente no mês de novembro, para que os candidatos passem por treinamentos e comecem a trabalhar nos meses de dezembro e janeiro – período mais movimentado no comércio.

“Em alguns casos, dependendo do desempenho do funcionário, ele acaba sendo contratado como efetivo, mas pelo que estamos vendo, isso também vai sofrer um impacto, porque o mercado está sofrendo muito com a queda nas vendas”, pondera.

Para o gerente, 2016 foi o pior ano para as vendas em todos os ramos do comércio, desde vestuário, calçados, eletroeletrônico, entre outros. Ele ainda frisa que os lojistas estão investindo em promoções para atrair os consumidores, com ofertas e descontos diariamente, mas mesmo assim, a clientela está bem abaixo do esperado.

A gerente de uma loja de vestuário, Rejane Alves, também não está com expectativas de contratar novos funcionários para as festividades de final de ano. De acordo com ela, o atual quadro de trabalhadores tem conseguido atender à demanda do público que visita o estabelecimento. Entretanto, ela tem expectativa de que a realidade econômica do País melhore. “Se as vendas melhorarem até lá, podemos estar pensando em chamar cinco funcionários temporários”, conta.

Rejane Alves enfatiza que, por conta da crise econômica, as vendas tiveram queda de quase 40% este ano, o que reflete na logística da empresa e no quadro de funcionários. Ela explica que, se as lojas não estão conseguindo ter bons lucros, é inviável contratar novos trabalhadores e a meta é manter, pelo menos, os empregados mais antigos.


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