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Brasil

09/02/2019 às 09h31

Redação

Teresina / PI

Proposta prevê descriminalização do uso de drogas no Brasil
Pelo texto, que não é ainda um projeto de lei, não seria crime o consumo de até dez doses das drogas nas quantidades estabelecidas.
Proposta prevê descriminalização do uso de drogas no Brasil

Uma comissão de juristas entregou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma proposta de alteração da Lei de Entorpecentes que descriminaliza o usuário de pequenas quantidades de drogas. 


O texto do anteprojeto separa o traficante do usuário e estabelece critérios objetivos com base em quantidades. 


Pelo texto, que não é ainda um projeto de lei, não seria crime o consumo de até dez doses das drogas nas quantidades estabelecidas. 


Por exemplo, a proposta coloca como valor de uma dose um grama de maconha. Assim, não seria crime portar até dez gramas da droga, sendo enquadrado como usuário e não como traficante. 


O mesmo acontece com outros entorpecentes, como a cocaína (dez doses de um grama), crack (dez doses de 0,5 gramas) ou ecstasy (dez comprimidos). 


Para se tornar um projeto de lei, a proposta precisa ser assinada por um deputado.


Estavam na reunião com Maia os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marcelo Ribeiro Dantas e Rogério Schietti, além do desembargador Ney Bello e de Beto Vasconcelos ex-secretário nacional de Justiça. 


Hoje, aquele que for enquadrado como usuário tem pena alternativa: advertência, prestação de serviços à comunidade ou medidas educativas.


Não há, na lei vigente, critérios objetivos de quantidade para o estabelecimento da diferença entre traficantes e usuários. De acordo com a lei de 2006, quem determina é o juiz. "Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente", diz o texto.


A comissão foi criada pelo presidente da Câmara em junho de 2018. Não se sabe ainda, porém, a velocidade com a qual o texto andará na Casa.


É pouco provável que o tema seja pautado, por exemplo, antes da votação da reforma da Previdência, considerada prioritária por Maia e outros líderes da Casa.


Outro ponto do texto é o aumento de pena para o tráfico de drogas internacional e do financiamento do tráfico de drogas, com penas de 8 a 20 anos e 10 a 20 anos, respectivamente.

FONTE: Folhapress

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