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05/02/2019 às 14h37

Redação

Teresina / PI

Acusado de matar namorada a tiros e facadas confessa crime no Júri
Amigos e familiares se mostraram indignados e dizem que esperam a pena máxima para o homem.
Acusado de matar namorada a tiros e facadas confessa crime no Júri

Samuel Lucas Teixeira Araújo, acusado de matar a namorada Gisleide Alves dos Santos, 36 anos, em 17 de maio de 2018, confessou o crime nesta terça-feira (5) durante julgamento no Tribunal Popular do Júri. Ele disse que matou a namorada por insegurança e diz que fez "uma besteira". Ela foi achada morta com perfurações de tiros e golpes de faca dentro de casa.

O julgamento começou por volta das 8h e foram ouvidas algumas testemunhas antes do depoimento do acusado. O promotor João Malato é responsável pela acusação e a defesa é feita pelo defensor público Dácio Rufino. O Juiz Robledo Peres preside a sessão.

Ao ser questionado pela acusação, Samuel Lucas Texeira Araújo confessou ter matado a namorada e alegou ter cometido o feminicídio “por ciúmes e insegurança”. Eles se conheciam havia apenas 15 dias e o primeiro contato tinha sido pela internet, segundo a investigação.

"Eu estava muito apaixonado. Com insegurança. Desesperado, sabendo que estava perdendo a minha paixão, fiz uma besteira",

O réu relatou ter visto a vítima beijando outro homem em uma festa e ter encontrado mensagens no celular de Gisleide, marcando um encontro com outra pessoa. Samuel confessou ter comprado uma arma depois disso e que estava tendo uma briga com a vítima no momento do crime.

Feminicídio

Samuel é acusado de feminicídio, qualificadora tipificada desde 9 de março de 2015, em que a legislação prevê penalidades maiores para crimes que envolvam "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher".

Revolta

Patrão da vítima por quase 10 anos, Wilson Mendonça disse que Gisleide era uma pessoa muito boa e que espera justiça e se mostrou revoltado porque disse que o homem mentiu sobre a vítima.

"Graças a Deus foi rápida [a prisão], não é possível comemorar nada, mas pelo menos vai ser julgado rápido. Fiquei preocupado por não haver jurados femininos, mas ele se contradiz, diz mentiras contra ela,o que esperamos é a pena máxima".

Filho da vítima, Michael Evangelista, diz que o acusado destruiu sua família. "Esperamos que a justiça seja feita, que receba o que merece, ele destruiu nossa família de um jeito que nada vai poder ocupar o lugar da minha mãe", disse.

FONTE: G1 Piauí

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