Operação Déspota: valor desviado em esquema pode chegar a R$ 17 mi imprimir publicado em: 14 / 07 / 2016

preso

Prefeito e empresários são presos em operação contra corrupção no Piauí

O Ministério Público Estadual do Piauí (MPE) estima que o valor desviado pelo prefeito de Redenção do Gurguéia, Delano de Oliveira Parente Sousa (PP), preso nesta quinta-feira (14), e ainda empresários e outros gestores públicos chegue a R$ 17 milhões. O prefeito o pai dele, secretários, empresários, gestores e ex-gestores, e um vereador foram presos durante a “Operação Déspota”.

Conforme o procurador de Justiça Cleandro Moura, pelo menos 40 pessoas e sete empresas são investigadas por suspeita de fraude, corrupção, superfaturamento e desvio de verbas públicas.

Edilson Correia, da CGU

Edilson Correia, da CGU

“É um conjunto de evidências já levantadas previamente. A CGU está nesta operação porque também se trata da aplicação irregular de recursos federais. Foram contratações irregulares, fraudes em licitações, uso de notas fiscais frias e a participação de empresas fantasmas”, falou.

Além do prefeito Delano Parente, o pai dele, Audemis de Sousa, que é secretário de infraestrutura da cidade, empresários, vereadores, gestores e ex-gestores da cidade de Redenção do Gurguéia foram presos.

O prefeito foi preso na casa dele, em Teresina, e no local a polícia encontrou uma arma. A advogada de defesa do prefeito, Lina Brandão, informou que ainda analisa o caso e por enquanto não vai se pronunciar sobre as acusações as quais o prefeito é investigado. A defesa do gestor explicou apenas que a arma que foi apreendida na casa do prefeito, em Teresina.

“O que nós podemos falar é sobre essas apreensões em que foi encontrada uma arma, que inclusive é uma arma antiga. Já foi arbitrada uma fiança para o prefeito, ele pagou cerca de um salário mínimo e um alvará de soltura desse processo já foi expedido. Inclusive ele já estava trabalhando na regularização dessa arma”, disse.

Entenda o caso
A operação foi deflagrada no início da manhã desta quinta-feira (14). Agentes do Ministério Público do Piauí, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e das Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal estiveram nos municípios de Redenção de Gurguéia, Teresina e Bom Jesus cumprindo 30 mandados.

Foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, oito mandados de prisão temporária, três de condução coercitiva e onze de busca e apreensão.

As investigações foram desencadeadas a partir da suspeita da Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público Estadual (MPE) descobrirem fortes indícios de corrupção, superfaturamento, emissão de notas fiscais frias, utilização de empresa de fachada e lavagem de dinheiro.

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