Operação identifica suspeitos de comandar motim na Custódia imprimir publicado em: 24 / 08 / 2017

Após vistoria nos pavilhões da Casa de Custódia de Teresina na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Immediatu identificou os presos suspeitos de comandar o último motim na unidade. A ação ocorreu depois da polícia confirmar que a ordem de incêndio a três ônibus partiu de dentro do presídio e prender uma mulher suspeita de participar dos ataques.

“Identificamos líderes do último motim, presos perturbadores, e descobrimos informações que serão trabalhadas na parte de inteligência, na prevenção de distúrbios. Não descartamos a possibilidade da transferência de detentos, contudo as evidências ainda estão sendo apuradas”, declarou o gerente da Casa de Custódia, tenente Jean Carlo Bezerra.

Mais cedo, uma mulher foi presa pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) suspeita de participar de incêndios a ônibus em Teresina. Segundo o delegado Carlos César Camelo, a mulher seria esposa de um detento que ordenou os ataques de dentro do presídio.

Conforme o delegado, ao todo 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos dentro da Casa de Custódia, com objetivo de identificar os autores dos motins e dos ataques a ônibus. Objetos como celulares e baterias de celulares, ferros, cartas, drogas e chaves de cadeados foram apreendidos com os presos e serão analisados.

secretario de justica“Hoje deflagramos a operação Imediatum como uma pronta resposta a este último motim e a uma tentativa de perturbação na terça-feira, garantindo uma revista geral para retirada de objetos ilícitos e, além disso, demonstrando a força necessária para os que tentam insuflar a massa carcerária para aderir a esse tipo de movimento”, declarou o secretário de Justiça, Daniel Oliveira.

Mais de 100 homens das forças de segurança atuaram na vistoria geral, realizada simultaneamente em todos os pavilhões da unidade. Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRone), Tropa de Choque, Canil, Cavalaria, Força Tática e Comando de Operações Prisionais conduziram a Operação.

Entenda o caso

Em 48h, detentos realizaram dois motins na Casa de Custódia de Teresina. A situação mais grave aconteceu na noite de domingo (20), quando 13 presos ficaram feridos após atearem fogo em colchões, quebrarem cadeados e arrancaram grades de quatro pavilhões.

 

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Presos atearam fogo em colchões durante motim na Custódia (Foto: Divulgação/Sinpoljuspi)

Para a Secretaria de Justiça, a implantação de um sistema de monitoramento eletrônico gerou insatisfação entre os presos. Ao todo, 30 câmeras foram destruídas no motim de domingo. A unidade tem capacidade para 330 pessoas e atualmente possui 1.024 presos.

“Eles reclamam da implantação de regras disciplinares na unidade, como corte de banho de sol e redução das visitas para presos flagrados com celulares e materiais ilícitos. Os presos também ficaram insatisfeitos com a implantação de câmeras mais modernas nos pavilhões e áreas externas para o controle da unidade”, comentou o secretário estadual de Justiça, Daniel Oliveira.

Ainda durante o motim de domingo, a polícia precisou se deslocar para a Zona Leste de Teresina, após receber a denúncia de que pessoas ligadas aos presos iriam atear fogo em ônibus. Porém, na noite de segunda-feira (21) três ônibus de propriedade particular e uma caminhonete foram incendiados em zonas distintas de Teresina.

Desde então, a Polícia Civil do Piauí iniciou investigação para apurar se os incêndios tinham sido ordenados de dentro da Casa de Custódia. Os ataques tiveram motivação criminosa, segundo apuração preliminar da polícia, e coincidiram com uma recente alteração na rotina da unidade penitenciária.

Portaldaclube


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