Pai mantém filho de 3 anos refém por nove horas em Piripiri imprimir publicado em: 12 / 12 / 2017

preso em piripiriUm homem identificado apenas como Edvaldo, 40 anos, manteve o próprio filho de três anos de idade refém por nove horas nessa segunda-feira (11), em Piripiri. O pai só liberou a criança após a chegada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Militar tudo teria começado por volta das 17h quando Edvaldo teve um desentendimento com a esposa e prendeu o filho em casa, ameaçando-o com uma faca. A mulher conseguiu escapar e acionou a polícia. O agressor usava a criança como escudo, exigindo que a mulher entrasse em casa, o que não foi permitido pela polícia.

A PM isolou o local e acionou Conselho Tutelar. O comandante da operação, Major Costa Neto tentou negociar com o agressor e não teve êxito. O vice-prefeito de Piripiri, Murieel Queiroz, que conhece Edvaldo, também foi chamado ao local para tentar a rendição e a retirada da criança, também sem sucesso.

Por volta de meia-noite, o comandante da operação pediu apoio para a equipe especializada do BOPE, em Teresina. Antes da chegada da equipe do BOPE, já por volta de 00:40 foi o momento de maior tensão. Edvaldo, ao ver a aproximação dos policiais, aparece com o filho no colo e com uma foice em uma das mãos ameaçava os policiais.

A população ainda tentou invadir a residência pelos fundos, mas foi contida pela Polícia Militar. Às 3 horas da madrugada o grupamento do BOPE chegou ao local e negociadora, coronel Júlia Beatriz, especialista neste tipo de conflito, conseguiu que Edvaldo deixasse a casa para conversar com ela. Logo Edvaldo entregou o filho para a mãe.

“Esses problemas familiares são muito sérios. Mas consegui explicá-lo que se ele continuasse com aquela situação que já durava nove horas, iria piorar a situação dele. Mas em nenhum momento ele machucou o filho, isso é o mais importante”, disse a coronel.

Edvaldo foi conduzido para o distrito policial onde foi feito o Termo Circunstanciado de Ocorrência. A situação de Edvalo pode se agravar se a ocorrência for entendida como sequestro e cárcere privado.

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