Para manter o equilíbrio financeiro, Governo cancela obras no Piauí imprimir publicado em: 09 / 08 / 2017

O governador Wellington Dias (PT) admitiu que precisou cancelar obras que estavam no orçamento para serem executadas na tentativa de manter o equilíbrio financeiro e os pagamentos do Estado em dias. Além do orçamento de R$ 8,5 bilhões para ser executado este ano, o Governo tinha a expectativa de receber o mesmo valor em recursos da repatriação que teve direito no ano passado.
 
De acordo com Wellington Dias, os valores arrecadados pela União com a regularização de recursos enviados ao exterior foi abaixo do esperado, o que trouxe prejuízos aos investimentos dos estados. Além disso, por conta da crise, houve perdas significativas dos repasses para o Estado.

“Estou tendo que cancelar algumas obras que estavam no planejamento, com recursos no tesouro, para poder garantir o equilíbrio financeiro. A grande decepção foi com relação a repatriação. Havia toda uma expectativa que o Brasil recolheria aproximadamente o valor que foi recolhido no ano passado, algo em torno de R$ 50 bilhões. Eu, pessoalmente, achava que daria pelo menos 50%. Mas, o mais pessimista não imaginava que a gente fosse ter um saldo de R$ 1,6 bilhão apenas”, declarou Wellington Dias.

Para o governador, a principal causa da baixa na arrecadação é a crise política e econômica do país, o que faz com que o dinheiro que deixou de ser injetado na economia brasileira seja usado em outros países.
“Isso mostra que o ambiente que está no Brasil gera uma desconfiança, ou seja, um receio de não acreditar na própria legislação. As pessoas que estão lá fora não acreditaram que terão segurança se trouxerem o dinheiro para o país. Isso causa prejuízo ao desenvolvimento, ao Brasil. Certamente, esse recurso está servindo em outros países”, pontuou.

Governo vai regular contrato de empréstimo com a Caixa Econômica

O governador Wellington Dias (PT) determinou uma alteração na aplicação do dinheiro obtido através do empréstimo com a Caixa Econômica no valor de R$ 315 milhões. Em reunião com os gestores da Secretaria de Governo, de Planejamento, da Fazenda, Procuradoria Geral e Controladoria do Estado ficou definida a elaboração de um regulamento que vai definir o destino dos recursos.

De acordo com o Governador, o objetivo é garantir que o Estado tenha condições de executar os recursos e garantir a entrega das obras previstas com o dinheiro. A operação de crédito, que já foi aprovada pelo banco, precisava do aval da União para ser liberada ao governo do Estado, que foi concedido ainda no mês junho.
 
“Vai sair uma regulamentação que permite dar um ritmo para o contrato de empréstimo com a Caixa Econômica, que tem as suas regras. Estamos trabalhando qual será o papel do órgão que vai executar obras da Controladoria, da Procuradoria, da Seplan e Sefaz”, explicou.

Os recursos do empréstimo deverão ser investidos em obras de rodovias, saneamento básico, construção de pontes e mobilidade urbana, que será trabalhada em parceria com os municípios. As operações de crédito, , segundo Wellington Dias, são uma alternativa para aumentar a reserva do Estado para investimentos.


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