Parque Nacional Serra da Capivara fechará as portas em junho imprimir publicado em: 25 / 04 / 2016

Reconhecido como um Patrimônio Cultural da Humanidade, o Parque Nacional Serra da Capivara, localizado na região sul do Piauí, poderá fechar suas portas nos próximos meses. Com mais de 130 mil hectares abrangendo quatro municípios no interior do Estado, o parque só tem recursos para se manter por mais dois meses.

Serra da CapivaraDe acordo com a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), responsável pela manutenção do parque, desde o ano de 2014, os cofres da instituição recebem recursos insuficientes para manter o patrimônio.

Com a dificuldade de zelar pela infraestrutura e pesquisas no local, o quadro de funcionários foi reduzido. Dos 270 trabalhadores que atuavam na fundação, cerca de 90% foram demitidos. Já as guaritas de fiscalização controladas totalmente por mulheres da região e que geram empregos para população local, também foram reduzidas e de 28 passou para apenas 6 que operam no local.

Segundo a arqueóloga Nièden Guidon, presidente da Fundação Museu do Homem Americano, esse processo de demissão foi uma tentativa de impedir o fechamento do Parque Nacional Serra da Capivara.

“As demissões foram tentativas de barrar o fechamento do parque, no entanto, mesmo com essa medida a situação financeira da instituição é precária. Nem o estatus de Patrimônio Cultural da Humanidade assegurou a entrada de recursos suficientes. É lamentável, dediquei a minha vida aqui no parque, mas se o governo federal não reconhecer a importância do local não adianta”, afirma.

A arqueóloga ainda afirma que as dificuldades financeiras do parque iniciaram com o êxodo de recursos de compensação ambiental.  Antes, as verbas eram enviadas diretamente pelas empresas ao parque. Atualmente, os recursos são encaminhados para o governo federal, que os distribui entre todas as unidades.

A arqueóloga ainda declarou que o funcionamento do aeroporto de São Raimundo Nonato, poderia trazer mais investimentos para o parque. “Se o aeroporto estivesse funcionando , a instituição receberia mais turistas.  O parque deveria contribuir para o desenvolvimento econômico da região, mas falta incentivos e reconhecimento”,  finaliza Nièden Guidon.

PortalAZ

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